quinta-feira, 26 de maio de 2016

BEVIQUI - O Bebedouro do seu PET

BEVIQUI







A invenção mais recente para dar água ao seu cão durante o passeio. Agora com o tempo mais ameno, precisamos de ter sempre à mão algo para hidratar o nosso pet.
Seja numa viagem ou apenas num passeio, sempre que levar uma garrafa de água para se hidratar pode partilhá-la com o seu cão utilizando o BeviQui.
O BeviQui adapta-se a qualquer garrafa de água de plástico. Dado que não existe qualquer interferência entre a água que está na garrafa com a que fica no bebedouro BeviQui, dono e cão podem partilhar a mesma água!
Graças à sua leveza, a BeviQui pode ser transportada em qualquer mala ou saco, sem ter que se incomodar com o peso.

Benefícios:

- Adaptável a qualquer garrafa de de água
- Tamanho de bolso e leve: apenas 35 gr.
- Adequado para todos os tamanhos de cães: de miniatura a gigante
- Disponível em várias cores: azul, laranja, amarelo e roxo


Artigo redigido por  Mónica Oliveira - Auxiliar Veterinária

sexta-feira, 20 de maio de 2016

ALERGIAS

Nesta altura do ano, cresce a preocupação face às alergias e existem sintomas, por vezes atípicos, que não devem ser desvalorizados  

As alergias são causadas por diversos fatores externos (alergenos) que podem causar hipersensibilidade do sistema imunológico do seu animal de estimação.





Causas mais comuns  
  • Intolerância alimentar: o animal possui alergia a algum tipo de alimento (proteína na dieta, cereais)
  • Alergias a parasitas: causada principalmente pela picada de pulga, carraças
  • Alergias a micro-organismos transmissíveis pelo ar: ácaros, pólen, bolores e poeira
  • Alergia a produtos químicos (champôo, produtos de limpeza…)
  • Alergia de contacto (lã, poliéster e outros tecidos)
  • Alergia ambiental (plantas, relva comum, árvores …)

 Sintomas mais comuns





-secreção ocular
- prurido exagerado
-espirros recorrentes
-eritema (manchas avermelhadas na pele)
- hipotricose (ausência de pêlos no corpo)
-feridas na pele
-lambedura excessiva nas patas, articulações e tronco.
-ouvidos inflamados de forma recorrente






Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico das alergias é um desafio na medicina e requer a realização de exames faseados consoante o quadro clinico de cada animal.

A realização de analítica sanguínea geral, citologia de pele, Rx tórax devem anteceder a realização de testes de alergias de forma a excluir causas infeciosas para a sintomatologia em curso.

Os testes alergológicos consistem numa análise sanguínea (painel nacional) para descartar alergias ambientais





Para determinar se a causa da alergia é alimentar será necessário proceder a dieta de exclusão que consiste em administrar dietas hipoalergénicas com proteínas hidrolisadas ou recorrer a fontes proteicas diferentes ou rações sem cereais por períodos mínimos de 4 semanas

Após diagnóstico são prescritos os tratamentos, que se adequam a cada caso.

- O tratamento medicamentoso poderá consistir em produtos anti-histamínicos, corticosteroides, ciclosporina ou outros.
-Poder -se -à proceder ao tratamento de hipossensibilização para controlar os sintomas (tratamento injetável).
-O controlo de parasitas externos é essencial para sucesso no tratamento.
-A administração de ácidos gordos (ómega 3 e ómega 6),vitamina E são fundamentais para reduzir o prurido e favorecer o crescimento do pêlo e hidratação da pele.
-Os banhos com champôos hipoalergénicos também são essências no alívio sintomático quando a sintomatologia clinica é dérmica.





Não descure sinais recorrentes como espirros, lacrimejamento e prurido pois tratados atempadamente evitam o agravamento sintomático e desconforto do seu animal de estimação.

Artigo redigido por  Ana Luísa Nunes - Médica Veterinária

sexta-feira, 13 de maio de 2016

TEMA EM FOCO - DIROFILARIOSE

DIROFILARIOSE CANINA

O que é?

A Dirofilariose é uma doença grave provocada por um parasita denominado Dirofilaria immitis e transmitida pela picada de mosquito. A doença é também conhecida como “verme do coração” uma vez que os parasitas adultos alojam-se no mesmo, chegando a medir entre 15 a 35 cm!





 Figura 1 – Coração repleto de Dirofilarias adultas (www.vetbook.org)



 
Pode afectar pessoas?

Sim, a Dirofilariose é uma zoonose, embora as espécies mais afectadas por esta parasitose sejam o cão, o gato e o furão, sendo o cão o hospedeiro definitivo por excelência e os outros considerados hospedeiros alternativos.






 Figura 2 - Distribuição de Dirofilaria immitis na Europa. (www.animalglory.com)


  
Quais são os sinais?
Numa fase inicial da doença grande parte dos cães infectados demonstram poucos sinais clínicos, sendo mesmo assintomáticos. Os animais podem apresentar intolerância ao exercício, tosse crónica, perda de peso. Posteriormente podem ter dispneia (dificuldade respiratória), febre, letargia, má condição corporal, ascite (liquido no abdómen) e/ou trombose em vários órgãos. 


Como saber se o meu cão tem Dirofilariose?

Para saber com certeza deve dirigir-se ao seu médico veterinário para que lhe seja feito o diagnóstico, recorrendo a exames clínicos e laboratoriais.


Há tratamento?

O tratamento é longo, dispendioso, complicado e perigoso devido ao risco de complicações tromboembólicas e obstruções venosas em situações de altas cargas parasitárias. Em ocasiões específicas, o animal pode ser mesmo encaminhado para tratamento cirúrgico.


Como prevenir?

Ao contrário do tratamento, a prevenção da Dirofilariose é segura, simples e eficaz. O 1º passo será levar o seu cão ao médico veterinário para excluir a doença, pois há risco da terapia preventiva em alguns animais parasitados. A prevenção é realizada apenas quando os fármacos são utilizados mensalmente, pois a falha da administração mensal pode deixar o animal susceptível à transmissão. Uma vantagem adicional é que a maioria dos fármacos preventivos para a Dirofilariose são igualmente eficazes contra todos os parasitas gastrointestinais comuns do cão, assegurando uma proteção completa para o seu animal. Aliado ao uso destes fármacos deve-se evitar o contato com mosquitos vetores no ambiente (por exemplo evitar passeá-los ao anoitecer).

Artigo redigido por  Sara Fiorenzo - Médica Veterinária