quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

LAGARTA DO PINHEIRO: QUE PERIGOS?

A Thaumetophoea pityocampa é uma espécie com grande impacto negativo em pessoas, em animais, bem como, nos próprios pinheiros. Encontra-se muito vulgarmente em Portugal devido à presença dos pinheiros nas nossas manchas florestais. Esta praga, além do pinheiro bravo, ataca igualmente todos os outros pinheiros.



Estas lagartas possuem oito receptáculos com cerca de 100.000 pêlos urticantes. Ao mover-se abre estes receptáculos libertando milhares destes pêlos e aumentando a possibilidade de intoxicação de uma pessoa ou de um animal que entre em contacto com eles. Os pêlos agem como agulhas, injectando as substâncias tóxicas na pele ou mucosas.
Entre Janeiro e Maio, as processionárias abandonam o pinheiro para se enterrarem no solo, na sequência do seu ciclo de desenvolvimento, deixando o seu hospedeiro em fila como uma procissão (daí o seu nome) dirigem-se em direcção ao solo onde irão continuar o seu desenvolvimento. Entre Agosto e Setembro nascem as lagartas propriamente ditas que se agrupam em ninhos na copa dos pinheiros, de forma a manter o calor e de onde saem à noite, ligadas por um fino fio de seda que utilizam para regressar ao ninho.
A Processionária, também conhecida por Lagarta do Pinheiro, pode originar graves problemas de saúde pública, devido à acção urticante dos pêlos, que provocam alergias ao homem e animais domésticos.
Os cães, devido a cheirarem ou morderem as lagartas movidos por curiosidade natural e as crianças por brincadeira, são os principais afectados, na cabeça em especial, olhos, mucosa oral e muito geralmente a língua.

O que fazer em caso de contacto com o animal?

O recomendado é dirigir-se a um veterinário com a maior urgência para receber tratamento hospitalar.
Os sintomas são:
- Edema (inchaço) da língua com necrose;
- Dificuldade respiratória;
- Espirros;
- Prurido;
- Prurido ocular.

Edema e necrose da língua

Não deve aplicar pomadas ou tomar qualquer medicamento. Se quiser, pode lavar ou passar água na zona afectada para aliviar os sintomas.

A necrose (morte) dos tecidos ocorre geralmente, e a sua gravidade, em alguns casos, leva a que a única alternativa para o animal seja a eutanásia pois será impossível a sobrevivência com um mínimo de qualidade de vida.

Assim, caso detecte ninhos em pinheiros na sua propriedade ou perto dela, estes deverão ser destruídos, e nunca deve de entrar em contacto com eles.

Ninho da Lagarta do pinheiro

Artigo redigido por Andreia Vilhena  - Enfermeira Veterinária

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

MINI PIG

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE OS MINI PIGS




- É um animal inteligente ,sociável e limpo.
- Desmame entre os 2 e os 3 meses de idade.
- Tem uma esperança média de vida entre 15 a 20 anos.
- A pubredade ocorre entre o 3º e o 6º mês de vida.
- Atinge o crescimento completo aos 2 anos de idade.
- Peso médio em adulto varia entre os 18 a 25kg.

Condições requeridas para o seu desenvolvimento

- Quintal para exercício e brincadeira.
- Exercício diário de cerca de 2 horas.
- Área dpara descanso.
- Temperatura ambiental entre os 15-24ºc.
- Necessita de acesso a zonas frescas e de banho.




 Cuidados de saúde

- Vacinação entre as 4 e as 6 semanas.
- Desparasitação de 6 em 6 meses
- Castração.
- Corte de unhas entre 3 ou 4 vezes por ano.
- Corte de dentes a cada 2 ou 4 anos.


Educação

-Deve ser educado enquanto jovem e socializado para não se tornar um adulto agressivo.
-Aprendem com repetições mas necessitam de aprendizagem contínua.


Alimentação



- Água sempre à disposição.
- A ração comercial deve constituir 75% da sua dieta e pode ser complementada com vegetais frescos em quantidade restrita ou guloseimas devido ao elevado teor em açúcar.
-É proibido o uso do sal pois pode causar intoxicações.


Higiene

- Animais com pele muito sensível.
- Pode fazer banhos regulares com champô hidratante de PH neutro.
- Aplicação de creme hidratante.
- Aplicação de protector solar durante o tempo mais quente e nas caminhadas na rua.



Em suma, são animais de grande longevidade e que requerem muitos cuidados. Perante o exposto, a sua adopção deverá ser muito bem ponderada .



Para mais informações dirija-se à nossa clínica.

                                                Artigo redigido por Luísa Nunes  - Médica Veterinária

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

PORQUE SERÁ QUE OS CÃES VIRAM A CABEÇA PARA O LADO QUANDO FALAMOS COM ELES?

Será curiosidade? Será confusão? O que provocará este movimento?

Existem 3 possibilidades:
1  
    1 - Para ver melhor!

Stanley Coren, neuropsicólogo americano, especialista em comportamento canino, conhecido pelo seu livro The Intelligence of Dogs, diz que os animais de focinho comprido têm mais dificuldades em ver, por isso adoptaram este comportamento para verem melhor quem está á frente deles (principalmente a zona da boca, pois é através dela que exprimimos alguns sentimentos).
Faça o seguinte teste:
Coloque a sua mão como a da imagem e tente ver de frente e depois inclinando a cabeça. Como vê melhor?
 Para ver o estudo completo aceda ao link que deixamos abaixo:




    2 -   Para ouvir melhor!

Outra hipótese é que a parte do cérebro que controla o ouvido médio do cão é a mesma parte que controla a comunicação não-verbal, de acordo com a publicação da revista National Geographic. Ou seja o acto de ouvir desencadeia outras formas de comunicação não intencionais como expressões faciais e inclinação da cabeça.

    3 -  Mostrar empatia!


Segundo o site Mental Floss, este acto serve para mostrar aos humanos que se importam com eles ou com o que estão a falar.


Artigo redigido pela Dra. Andreia Vilhena- Enfermeira Veterinária

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

MIXOMATOSE

Sabia que a mixomatose é uma das doenças mais graves e que afecta os coelhos domésticos e silvestres ocasionando grande mortalidade e propagando-se rapidamente entre a espécie.

Etiologia:

- Mixoma vírus

Transmissão:

- Por contacto directo com animais infectados ou através da picada de pulgas, mosquitos que inoculam o agente no corpo do animal.

Sintomatologia em coelhos domésticos:

-Hipertermia –até 42ºC

-inflamação ocular com secreção muco purulenta

-corrimento nasal

-edema da face e órgãos genitais

-aparecimento de nódulos sub-cutâneos (tumores) na face, orelhas, pálpebras e períneo

Em casos hiperagudos, os animais podem morrer em 48h



Tratamento:

-Não existe tratamento específico para a mixomatose de forma que a mortalidade é elevada

Prevenção:

-Vacinação a partir das 8 semanas de idade

-desparasitação externa contra as pulgas

Consulte o seu veterinário e opte pela prevenção do seu animal de companhia para evitar.





segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O STRESS NOS ANIMAIS (parte II)

ESTRATÉGIAS PARA TRATAMENTO DO STRESS

Muitos cães têm um estilo de vida “mimado”, cheio de conforto. Camas super confortáveis, refeições deliciosas, roupas de meter inveja a qualquer dama da sociedade, coleiras, trelas e outros adornos das melhores marcas, mas ainda assim muito destes animais vivem sob stress.
Quantas vezes na consulta deparamo-nos com determinadas afirmações:
- “tem muito mais cuidados que muitas crianças “; “não lhes falta absolutamente nada”





No entanto é visível que vivem sob stress. Nós donos extremosos que somos queremos proporcionar-lhes tudo o que á de melhor, segundo o nosso ponto de vista.
E por vezes Esquecemo-nos que coisas tão simples como, trovoada, a vinda de uma pessoa nova para casa, um fogo de artifício o convívio com outro animal no mesmo espaço quando o convívio não é pacifico, tudo isto são factores de stress que não nos apercebemos e que pode ter um impacto negativo no seu companheiro.
Para além do sofrimento mental, estes acontecimentos stressantes podem somatizar-se e ter influência na saúde física do seu animal. (diarreias ou alterações do transito intestinal, vómitos, o surgir de determinadas doenças, etc)
Se o seu animal parecer estar sob stress, deve entrar em contacto connosco, pois somos uma equipa multidisciplinar, dotada de experiencia e conhecimento para o ajudar a si e ao seu pet.
Podemos sugerir terapêuticas médicas (com suplementos ou medicamentos), ou então dicas para mudança de comportamentos e atitudes.
Nós recomendamos algumas combinações ou todas as estratégias de tratamento do stress que se seguem para o seu pet.

1 . Tomar medidas para garantir a segurança do seu animal de estimação e da sua família – se o seu pet tentar fugir durante um estímulo de stress, o melhor será levá-lo para um local seguro. E se ele apresentar uma resposta agressiva, deverá ser separado fisicamente de quaisquer alvos potenciais da sua agressividade.

2 . Evitar o castigo de um cão que demonstre sinais de stress – não só o castigo de animais ansiosos ou que sofram de stress é desumano, como também é provável que aumente o stress dos mesmos.

3 . Identificar e gerir estímulos de stress – apesar da ausência total de estímulos de stress ser o ideal, muitas vezes tal não é possível. Por exemplo não se pode controlar trovoadas. Mas mesmo que seja inevitável, pode minimizar o impacto do estímulo através de uma mudança de ambiente. Por exemplo, durante uma trovoada, pode levar o cão para uma sala interior, com ruído de fundo.

4 . Iniciar um programa de modificação comportamental – pode tentar dessensibilizar o seu animal de estimação quanto a um estímulo de stress, expondo-o ao estímulo modificado, começando por um nível muito baixo e aumentando gradualmente a sua intensidade. Outra estratégia é o contra condicionamento:
Influenciar o seu pet para que reaja a um estímulo de forma positiva, ficando relaxado em vez de stressado. Isto pode ser alcançado através da combinação da exposição ao estímulo com algo agradável, como alimento ou brinquedos. A dessensibilização e o contra condicionamento são frequentemente combinados.

5 . Considerar mudanças de estilo de vida para reduzir o stress – Tal como acontece com as pessoas, o exercício regular pode contribuir para redução geral do stress do seu cão.

Há vários exemplos de produtos no mercado muito úteis e eficazes para a redução do stress.
Com toda a certeza já ouviu falar das feromonas (cão e gato), roupas de pouca pressão, dietas, suplementos derivados da proteína de leite hidrolisada que funciona como hormona apaziguadora.
Mais recentemente surgiu uma nova dieta “prescription diet i/d stress hill’s” para ajudar a gerir as perturbações digestivas relacionadas com stress. É uma solução de nutrição altamente digerível, formulada com proteína de leite hidrolisada, fibras probioticas e gengíbre para ajudar a gerir o stress e reduzir o risco de perturbações digestivas, excelente para cães de porte pequeno.

Caso necessite de alguma ajuda não hesite em nos contactar.


Estamos ao seu dispor, por eles e por si.


Artigo redigido pela Drª Isabel Jorge - Médica Veterinária