quinta-feira, 16 de junho de 2016

CUIDADO NUTRICIONAIS PARA A PELE E PELO


Um pelo forte e brilhante, para além do gosto que lhe dá acariciar e do orgulho que sente quando passeia o seu animal na rua, significa para ele uma protecção acrescida contra as agressões externas e reflecte uma saúde robusta e uma boa nutrição. 
Por outro lado, um pelo baço e quebradiço ou uma pele vermelha que descama e faz comichão, pode reflectir uma carência nutricional ou um problema específico da pele e é sempre sinal de alarme que o devem fazer consultar o seu veterinário.

Com toda a certeza já ouviu falar de vitaminas para o pelo. Neste artigo vamos esclarecer quais as vitaminas que devem estar presentes diariamente na alimentação do seu pet.

Os Ácidos Gordos Essenciais (AGEs) são aqueles que têm de estar obrigatoriamente incorporados na dieta do animal porque o seu organismo não os consegue produzir. Existem 2 tipos de Ácidos Gordos Essenciais:

-  Ómega 3  (Ω3)
-  Ómega 6  (Ω6).

Os Ω6 encontram-se exclusivamente em óleos vegetais. Também podemos encontrar Ω3em alguns óleos vegetais, como no óleo de linhaça, mas os melhores Ω3  (EPA e DHA) estão contidos em óleos de peixe, sobretudo de peixes gordos (salmão, sardinha, cavala).
Os cães e os gatos tipicamente consomem muito Ω6 e pouco Ω3 nas suas dietas. Na alimentação dos animais hoje em dia, os óleos vegetais ricos em Ω6 são ingeridos em grandes quantidades, estas quantidades excessivas, podem ser convertidas pelo organismo do animal em substancias com ação inflamatória e que se refletem numa menor qualidade da pele e pelo.






Em contrapartida os Ω3 possuem um efeito benéfico anti-inflamatório e antialérgico, nas seguintes desordens:

- Alergias ou inflamações da pele,
- Dermatites e dermatoses
- Queda de pelo intenso
- Pele seca e pruriginosa
- Problemas articulares
- Asma felina
- Problemas auto-imunes
- Problemas cardio-renaias
- Leishmaniose e demodecose etc.

Todos estes distúrbios podem ser prevenidos e muitas vezes tratados com uma suplementação com Ω3 / Ω6. Em dermatologia, o efeito anti-inflamatório dos Ω3 permite ainda a redução da dose de medicamentos.

Porque é que os alimentos não trazem mais Ω3? Os Ω3 mais interessantes (EPA e DHA) são obtidos por processos de extração de óleos de determinados peixes. Além destas fontes serem mais difíceis e caras que os óleos vegetais normalmente incorporados, o EPA e o DHA são muito insaturados e portanto muito instáveis, necessitado dum ambiente com pouco Oxigénio ou com altos níveis de anti-oxidantes para que a sua rancificação seja evitada. Por este facto quando adquire um suplemento de ómega 3 vem encapsulado ou então em embalagem que não permite a entrada de ar, pois assim é assegurada uma maior estabilização dos ácidos gordos insaturados.

 Visite-nos e temos todo o prazer em esclarecer as eventuais necessidades nutricionais adicionais que o seu pet necessita.
Temos ao seu dispor uma vasta gama de ácidos gordos essenciais com varias formulações e concentrações, para as diferentes necessidades e diferentes patologias.



Queda de pelo!!!!

Experimente suplementar a alimentação habitual do seu pet com ácidos gordos essenciais (Ω3 / Ω6).

Artigo redigido por  Isabel Jorge - Médica Veterinária

quinta-feira, 9 de junho de 2016

HIPERTENSÃO EM GATOS


A hipertensão define-se pelo aumento da pressão arterial e ocorre sobretudo em animais mais velhos, embora ocasionalmente pode ocorrer em gatos mais jovens. Contrariamente ao Homem, cuja hipertensão é sobretudo primária (sem causa predisponente), nos gatos geralmente está associada a outras doenças.

(http://kmvet.com/bloodpressure)


Para diagnosticar hipertensão temos de fazer várias medições. Como os gatos são animais muito particulares sofrem muitas vezes de stress associado à ida à clínica (transportadora, viagem, tempo de espera na recepção, contacto com outros animais…). Por isso é tão importante fazer medições numa clínica cat friendly, de maneira a que o resultado seja fiável. Contudo, mesmo assim, há certos casos em que a medição tem de ser feita em casa, para que o seu gato esteja completamente relaxado!



(http://themustardseed.co.uk/web-design/)

Quando diagnosticada hipertensão, o seu médico veterinário tem de investigar a causa, visto que a hipertensão primária é rara em gatos. Para isso poderá ser necessário recorrer a várias análises pois a hipertensão pode ser causada por várias doenças: hormonais, renais, cardíacas, do sistema nervoso central ou mesmo obesidade.
A hipertensão pode ser controlada desde que se controle a doença primária. Caso isto não seja suficiente, existe medicação que podemos dar ao seu animal para tentar baixar a pressão arterial antes que esta cause consequências mais graves.

Face ao exposto, se não tomarmos medidas para o evitar podemos deparar-nos com consequências mais graves. A hipertensão pode afectar tanto a parte ocular como fazer lesões renais, cardíacas ou no sistema nervoso central.



(http://www.pictaram.com/media/1205639230014331400_1759404581)


Em muitos casos, não são observáveis quaisquer sinais de hipertensão até que esta esteja avançada ao ponto de provocar sinais mais graves como, por exemplo, cegueira aguda. Desta forma, o diagnóstico precoce assume particular importância na minimização de danos graves e geralmente irreversíveis.

Artigo redigido por  Rita Gonçalves - Médica Veterinária

quinta-feira, 2 de junho de 2016

GROOMING




O Grooming abrange tudo o que tem a ver com o banho e higiene, corte de cabelo de acordo com a norma de raça ou conformação física , que pode ser feito pelo stripping, trimming, máquina ou tesoura. Tudo depende do tipo de corte que queremos para o nosso cão , tendo em conta que há o tipo de animal de estimação, ou de exposição.


Mas o que é o Stripping ?

O Stripping é uma técnica de corte utilizada em cães de pêlo duro (cerdoso), consiste em arrancar o pelo com uma navalha de stripping, de modo a que o pêlo velho e despigmentado dê lugar a pelo novo e com uma pigmentação mais acentuada. As raças que se aconselham esta técnica são: West Highland White Terrier, Scotish Terrier, Schnauzer (miniatura, médio e o gigante), Fox Terrier de pelo cerdoso, Airedale Terrier e também o Dachshund de pelo cerdoso (Teckel).
Uma das razões para se fazer o stripping é devido ao facto do pelo nestas raças não cair por si só, e por esse motivo deve ser arrancado. Outra razão para realizar o stripping tem a ver com o facto de não haver mudança natural do pêlo, se este for cortado em vez de ser arrancado,  pois se for feita uma tosquia com máquina, o pelo não nascerá novo, continua a ser velho, cada vez mais baço e menos duro.



E o Trimming?

O Trimming, é a arte em que se exerce um trabalho na pelagem onde se acoberta eventuais falhas, onde se aprimora a beleza, reduzindo, aumentando ou uniformizando a distribuição, caimento e textura do pelo.  É recomendado especialmente para raças que têm pelo e sobre pelo, pois harmoniza a distribuição e caimento da pelagem do animal.

O gromming tem outras fazes igualmente importantes que consistem no desembaraçar do pelo que poderá ser a parte mais dolorosa, pois tem que se desembaraçar removendo a menor quantidade de pelo possível, em que para ajudar poderá usar-se sprays desembaraçadores ou cremes. O corte de unhas e limpeza de ouvidos e remoção de pelo da parte interior das mesmas e posteriormente no banho a limpeza das glândulas anais, que é imprescindível. 




 Artigo redigido por  Ana Bispo - Cabeleireira Veterinária






quinta-feira, 26 de maio de 2016

BEVIQUI - O Bebedouro do seu PET

BEVIQUI







A invenção mais recente para dar água ao seu cão durante o passeio. Agora com o tempo mais ameno, precisamos de ter sempre à mão algo para hidratar o nosso pet.
Seja numa viagem ou apenas num passeio, sempre que levar uma garrafa de água para se hidratar pode partilhá-la com o seu cão utilizando o BeviQui.
O BeviQui adapta-se a qualquer garrafa de água de plástico. Dado que não existe qualquer interferência entre a água que está na garrafa com a que fica no bebedouro BeviQui, dono e cão podem partilhar a mesma água!
Graças à sua leveza, a BeviQui pode ser transportada em qualquer mala ou saco, sem ter que se incomodar com o peso.

Benefícios:

- Adaptável a qualquer garrafa de de água
- Tamanho de bolso e leve: apenas 35 gr.
- Adequado para todos os tamanhos de cães: de miniatura a gigante
- Disponível em várias cores: azul, laranja, amarelo e roxo


Artigo redigido por  Mónica Oliveira - Auxiliar Veterinária

sexta-feira, 20 de maio de 2016

ALERGIAS

Nesta altura do ano, cresce a preocupação face às alergias e existem sintomas, por vezes atípicos, que não devem ser desvalorizados  

As alergias são causadas por diversos fatores externos (alergenos) que podem causar hipersensibilidade do sistema imunológico do seu animal de estimação.





Causas mais comuns  
  • Intolerância alimentar: o animal possui alergia a algum tipo de alimento (proteína na dieta, cereais)
  • Alergias a parasitas: causada principalmente pela picada de pulga, carraças
  • Alergias a micro-organismos transmissíveis pelo ar: ácaros, pólen, bolores e poeira
  • Alergia a produtos químicos (champôo, produtos de limpeza…)
  • Alergia de contacto (lã, poliéster e outros tecidos)
  • Alergia ambiental (plantas, relva comum, árvores …)

 Sintomas mais comuns





-secreção ocular
- prurido exagerado
-espirros recorrentes
-eritema (manchas avermelhadas na pele)
- hipotricose (ausência de pêlos no corpo)
-feridas na pele
-lambedura excessiva nas patas, articulações e tronco.
-ouvidos inflamados de forma recorrente






Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico das alergias é um desafio na medicina e requer a realização de exames faseados consoante o quadro clinico de cada animal.

A realização de analítica sanguínea geral, citologia de pele, Rx tórax devem anteceder a realização de testes de alergias de forma a excluir causas infeciosas para a sintomatologia em curso.

Os testes alergológicos consistem numa análise sanguínea (painel nacional) para descartar alergias ambientais





Para determinar se a causa da alergia é alimentar será necessário proceder a dieta de exclusão que consiste em administrar dietas hipoalergénicas com proteínas hidrolisadas ou recorrer a fontes proteicas diferentes ou rações sem cereais por períodos mínimos de 4 semanas

Após diagnóstico são prescritos os tratamentos, que se adequam a cada caso.

- O tratamento medicamentoso poderá consistir em produtos anti-histamínicos, corticosteroides, ciclosporina ou outros.
-Poder -se -à proceder ao tratamento de hipossensibilização para controlar os sintomas (tratamento injetável).
-O controlo de parasitas externos é essencial para sucesso no tratamento.
-A administração de ácidos gordos (ómega 3 e ómega 6),vitamina E são fundamentais para reduzir o prurido e favorecer o crescimento do pêlo e hidratação da pele.
-Os banhos com champôos hipoalergénicos também são essências no alívio sintomático quando a sintomatologia clinica é dérmica.





Não descure sinais recorrentes como espirros, lacrimejamento e prurido pois tratados atempadamente evitam o agravamento sintomático e desconforto do seu animal de estimação.

Artigo redigido por  Ana Luísa Nunes - Médica Veterinária

sexta-feira, 13 de maio de 2016

TEMA EM FOCO - DIROFILARIOSE

DIROFILARIOSE CANINA

O que é?

A Dirofilariose é uma doença grave provocada por um parasita denominado Dirofilaria immitis e transmitida pela picada de mosquito. A doença é também conhecida como “verme do coração” uma vez que os parasitas adultos alojam-se no mesmo, chegando a medir entre 15 a 35 cm!





 Figura 1 – Coração repleto de Dirofilarias adultas (www.vetbook.org)



 
Pode afectar pessoas?

Sim, a Dirofilariose é uma zoonose, embora as espécies mais afectadas por esta parasitose sejam o cão, o gato e o furão, sendo o cão o hospedeiro definitivo por excelência e os outros considerados hospedeiros alternativos.






 Figura 2 - Distribuição de Dirofilaria immitis na Europa. (www.animalglory.com)


  
Quais são os sinais?
Numa fase inicial da doença grande parte dos cães infectados demonstram poucos sinais clínicos, sendo mesmo assintomáticos. Os animais podem apresentar intolerância ao exercício, tosse crónica, perda de peso. Posteriormente podem ter dispneia (dificuldade respiratória), febre, letargia, má condição corporal, ascite (liquido no abdómen) e/ou trombose em vários órgãos. 


Como saber se o meu cão tem Dirofilariose?

Para saber com certeza deve dirigir-se ao seu médico veterinário para que lhe seja feito o diagnóstico, recorrendo a exames clínicos e laboratoriais.


Há tratamento?

O tratamento é longo, dispendioso, complicado e perigoso devido ao risco de complicações tromboembólicas e obstruções venosas em situações de altas cargas parasitárias. Em ocasiões específicas, o animal pode ser mesmo encaminhado para tratamento cirúrgico.


Como prevenir?

Ao contrário do tratamento, a prevenção da Dirofilariose é segura, simples e eficaz. O 1º passo será levar o seu cão ao médico veterinário para excluir a doença, pois há risco da terapia preventiva em alguns animais parasitados. A prevenção é realizada apenas quando os fármacos são utilizados mensalmente, pois a falha da administração mensal pode deixar o animal susceptível à transmissão. Uma vantagem adicional é que a maioria dos fármacos preventivos para a Dirofilariose são igualmente eficazes contra todos os parasitas gastrointestinais comuns do cão, assegurando uma proteção completa para o seu animal. Aliado ao uso destes fármacos deve-se evitar o contato com mosquitos vetores no ambiente (por exemplo evitar passeá-los ao anoitecer).

Artigo redigido por  Sara Fiorenzo - Médica Veterinária

quinta-feira, 28 de abril de 2016

LEISHMANIOSE

LEISHMANIOSE

Mesmo no fim do nosso tema Imunovet vamos falar da leishmaniose... Sabe o que é esta doença e porque é tão conhecida?

A leishmaniose canina é uma doença provocada por um parasita protozoário (leishmania) que invade diversos órgãos, causando lesões que podem chegar a provocar a morte. É transmitida por um insecto semelhante ao mosquito, chamado flebótomo.

É uma doença com tratamento mas, actualmente, sem cura!

Como saber se o meu cão tem leishmaniose?

Para saber com certeza se o seu cão tem leishmaniose tem de consultar o seu médico veterinário para que lhe possa fazer o diagnóstico, recorrendo a exames clínicos e laboratoriais.

Esta doença pode não dar sintomas durante muito tempo, mesmo que o seu cão esteja infectado. No entanto, pode ficar atento a sinais como:

- lesões na pele que não desaparecem nem com tratamento, principalmente à volta dos olhos, face e orelhas, mas podem estar disseminadas por todo o corpo;
- claudicações;
- crescimento exagerado das unhas;
- vómitos, diarreias...


 (http://www.livredeparasitas.com/pt/parasitas-externos/parasitas-externos-animais-estimacao/)



Como posso evitar que o meu cão apanhe leishmaniose?

A prevenção é sempre o melhor remédio! E há muitas maneiras de o fazer:

- usar pipetas e/ou coleiras repelentes de flebótomos para limitar as picadas, que são a via de transmissão da doença;
- vacinação contra a doença;
- através de fármacos que ajudam o organismo do seu animal a combater a doença;
- não se esqueça ainda que há determinadas raças (como os boxers, rottweilers, pastores alemães e cockers) que são mais susceptíveis à infecção!






Recorra ao seu médico veterinário para o ajudar na prevenção contra a leishmaniose.

Artigo redigido por  Rita Gonçalves - Médica Veterinária