segunda-feira, 13 de março de 2017

LEISHMANIOSE - DICAS, DÚVIDAS E ALERTAS

A leishmaniose é uma doença causada por um parasita – leishmânia- transmitido através de um inseto “flebótomo” que é semelhante a um mosquito. Esta doença é apenas transmitida por este tipo de insecto (apenas pelas fêmeas do flebótomo) e não por qualquer um. No entanto existem estudo científicos recentes que comprovam que a leishmaniose também pode ser transmitida por carraças.
Na europa existem cerca de 2,5 milhões de cães infectados com esta doença.




DÚVIDAS
ESTA DOENÇA TEM CURA?
Não, esta doença não tem cura. Existe actualmente vários protocolos terapêuticos que podem ser mais ou menos eficazes, dependendo do grau de infeção do animal e também do grau de competência do seu sistema imunitário. Normalmente os animais infectados necessitam de uma terapêutica para a vida, com períodos de agudização da doença na maioria dos casos. No entanto casos existem, em que o animal supera todos os sintomas clínicos, apesar de persistir infectado.
O MEU CÃO COM LEISHMANIOSE PODE TRANSMITIR-ME A DOENÇA?
Não, os animais infetados não transmitem a doença directamente. No entanto esta doença é uma zoonose, o que significa que é comum aos animais e ao ser humano.
Em Portugal são notificados todos os anos centenas de novos casos em adultos e crianças. É uma doença de declaração obrigatória. A Incúria dos tutores dos animais  com leishmaniose que se recusam a fazer tratamento ou que o fazem de forma temporária , estão em grande escala a contribuir para que o reservatório dos animais com esta doença aumente exponencialmente. Desta forma o risco é acrescido para quem convive de  perto com estes animais. A forma de transmissão desta doença necessita sempre de um vector, flebótomo.
 Portanto directamente um animal nunca pode transmitir a doença, ainda que acidentalmente contacte com sangue dele.
QUAL A FORMA MAIS EFICAZ DE PREVENIR ESTA DOENÇA?
A forma mais eficaz é o sinergismo de vários procedimentos. Ou seja, deve vacinar o seu pet e associar um produto de repelência. Atualmente existem 2 tipos de vacinas para esta doença, no entanto estas vacinas (parasitárias) não tem a mesma eficácia que as vacinas víricas.
Por este motivo devemos associar sempre um produto que promova a repelência de insectos. Estes produtos existem em forma de pipeta e coleiras.
Existe ainda uma outra forma de prevenção que é um fármaco que estimula o sistema imunitário “ Leisguard”.


                                              

QUALQUER PIPETA SERVE PARA FAZER A REPELENCIA DESTE TIPO DE INSECTO?
Não, apenas as pipetas que tenham na sua composição piretrinas é que fazem a repelência. Facilmente os tutores são induzidos em erro em relação á aplicação das pipetas achando que qualquer marca serve para este fim. Para além de serem poucas as marcas que de facto fazem repelência, a sua eficácia efetiva para este fim é muito mais curto do que para a prevenção das carraças e pulgas. Os tutores dos animais colocam as pipetas normalmente com o intervalo de 4 semanas, quando a maioria das pipetas necessita ser colocada de 3-3 semanas para a repelência dos insectos.


A COLEIRA É EFICAZ PARA IMPEDIR QUE OS INSETOS PIQUEM?
Actualmente as coleiras que estão aprovadas para fazer repelência são a “ sacalibor” e a “seresto”,tendo esta ultima mais tempo de vida útil.



A VACINA DA LEISHMANIOSE PODE SER ADMINISTRADA A QUALQUER CÃO?
Não.
Não, pode ser administrada a fêmeas gestantes e lactantes e a cachorros com menos de 6 meses.
Para ser administrado a qualquer cão é necessário realizar um teste de sangue prévio de modo que garanta que o referido animal não está infectado. O teste de sangue que nos indica os níveis de anticorpos, (teste diagnóstico quantitativo), ou apenas se tem ou não a doença (teste de diagnóstico qualitativo), pode ser realizado apenas como despiste da doença.
CASO NÃO QUEIRA DAR A VACINA AO MEU PET POSSO FAZER O DESPISTE DA DOENÇA?
Sim claro, pode e deve fazer o despiste ainda que não tenha a intenção de o vacinar.
Neste caso está a fazer um despiste da doença, ou um diagnóstico precoce. Pois neste tipo de doença, o diagnóstico atempado e o início da terapêutica ainda numa fase inicial faz toda a diferença, na longevidade e qualidade de vida do animal.
SE O MEU CÃO FICAR INFECTADO, OS SINTOMAS SÃO LOGO VISIVEIS?
Não, neste tipo de doença leva a alguns meses até que o animal venha a manifestar os sintomas. Existem relatos de animais que desenvolvem os sintomas meses e até anos mais tarde, em relação ao contágio inicial. Estes estudos são feitos em animais que se deslocam de um país endémico para outro onde não existe leishmaniose.

ESTA DOENÇA PODE MATAR O MEU PET?
Sim, esta doença provoca uma série de alterações que a maior parte das vezes culmina com a morte do animal.
No entanto quando esta doença se manifesta mais como “ Leishmaniose cutânea”, ou seja os sintomas da doença são mais a nível da pele, por vezes os órgãos internos ficam menos afectados, estes animais tem uma longevidade maior, versos os animais que tem uma Leishmaniose visceral.
A Leishmaniose visceral afecta os órgãos internos (insuficiência renal, hepática, esplenomegalia, anemia etc), os animais apresentam-se sem sintomas exteriores, mas com uma qualidade de vida muito menor e normalmente com uma longevidade muito curta. No entanto um animal apresenta muito maior risco em termos de saúde pública  tendo uma leishmaniose cutânea do se tiver uma leishmaniose visceral. Pois a forma de propagação da doença é muito mais fácil.

  
DICAS

- Vacinar o seu pet
- Evitar passeio pela manhã e ao anoitecer (altura do dia em que existe maior risco)
- Evitar passeios junto de zonas onde existam águas estagnadas.
- Usar um produto externo de repelência adequado respeitando rigorosamente o tempo de vida útil para a repelência de insetos.
- Antes de sair de casa para passear o seu pet, passar pelo corpo toalhitas apropriadas que promovem repelência de insectos.
- Administração de medicamentos que reduzem o risco de contrair Leishmaniose a partir dos 2 meses de idade.
- Assegurar um bom estado de saúde do animal, reforçando o seu sistema imunitário (através de uma boa alimentação, vacinação e desparasitação)
- Caso se desloque para regiões endémicas, reforçar a prevenção com produtos externos (pipetas ou coleiras) de aplicação recente.
- Quando do regresso de uma região endémica, administração de medicamentos que reforcem o sistema imunitário.
- Se o seu pet não é vacinado, fazer o despiste da doença anualmente.
-Caso o seu pet esteja infectado com Leishmaniose, fazer a titulação de anticorpos de forma regular, para assegurar que a doença esta controlada.
-Caso o seu pet necessite ser medicado para esta doença, siga as indicações médicas do seu médico veterinário, evitando assim que o seu cão seja um foco de infecção para outros animais.





ALERTAS

Lembre-se que a Leishmaniose é uma doença grave que pode conduzir á morte do seu animal.
Um cão com uma leishmaniose não controlada é um foco de infecção para toda uma população (animais e pessoas).
Atualmente a vacina da Leishmaniose é uma das vacinas que faz mais sentido, no programa de vacinação de um cão.
Lembre-se se o seu cão contrair a doença, em termos económicos os gastos são muito maiores do que se optar pela prevenção.

Um cão com leishmaniose apresenta uma morbilidade muito elevada, e como tal uma qualidade de vida muito reduzida.

O controlo desta doença passa pela prevenção.

Informe-se connosco para que possamos apresentar-lhe a melhor forma de prevenção.

Artigo redigido por Isabel Jorge - Médica Veterinária 

sexta-feira, 10 de março de 2017

Alimentação seca ou húmida: Qual a melhor para o seu amigo de quatro patas?



Precisa de decidir sobre um alimento para o seu animal de estimação, mas o que escolher? Cordeiro,pato, frango ou salmão? Com ou sem cereais? Húmidos ou secos?  
Hoje em dia existem inúmeras opções no mercado que pode parecer confuso, mas não é tão complicado quanto parece.

Algumas pessoas decidem com base na experiência anterior com animais de estimação, alguns baseiam a sua decisão na opinião dos amigos, outros nos conselhos do criador e outros ainda nas recomendações do médico veterinário.
E depois há a influência de centenas de anúncios de televisão e revistas, cada um dos quais afirmando ser o de melhor qualidade. Então o que escolher, dentro das variadíssimas opções?
Vamos esmiuçar esta questão para que possa tomar uma decisão informada e consciente relativamente à escolha de uma alimentação para o seu cão.


Alimentação húmida: prós e contras



Nem todos os cães bebem a quantidade de água que deveriam. Alimentos húmidos podem ser uma boa fonte de hidratação, se o seu animal é do tipo que não bebe a quantidade adequada de água. E depois há as considerações de saúde que podem tornar os alimentos húmidos uma opção prática. Animais mais velhos que perderam alguns dos seus sentidos olfactivos podem apreciar mais comer um alimento que tem um aroma rico e sabor, tais como alimentos húmidos.
Esta é também uma boa alternativa para quando um animal está doente e não pode cheirar tão bem ou quando está com "apetite caprichoso". Isto irá assegurar que eles irão receber as proteínas, vitaminas e minerais de que necessitam para manter sua saúde. Alimentos húmidos são uma boa opção também para cães com falta de dentes, mandíbulas mal alinhadas, ou bocas menores.

Há vários inconvenientes para o alimento húmido. Alguns cães mais trapalhões, fazem muita sujidade ao comer alimentação húmida e aqueles com uma predisposição para desenvolver problemas dentários, tártaro e mau hálito terão de ter um acompanhamento odontológico mais atento. A alimentação húmida, uma vez aberta, perde imediatamente o prazo de validade que tinha. Precisa ser fechada e refrigerada e consumida rapidamente antes que se estrague. Em alguns casos, os alimentos húmidos são mais caros que os secos. Dependendo da qualidade da comida (e você vai querer escolher o melhor alimento de qualidade) o alimento húmido pode ser mais caro do que o alimento seco, e deve ser comprado em pequenas quantidades de cada vez.


Alimentação seca: prós e contras


O tipo mais conveniente de alimentos, para o armazenamento e para a alimentação, é alimentação seca. A comida pode ser deixada de fora para o animal de estimação comer ao seu próprio ritmo, sem medo de deterioração. Na verdade, muitos donos de animais apreciam a conveniência de encher uma tigela com comida suficiente para alimentar o animal de estimação para o dia inteiro.
Os alimentos podem ser deixados de fora por horas, sem haver o perigo de estragar. Os alimentos secos são mais fáceis de armazenar - uma grande caixa de plástico com uma tampa apertada/hermética é geralmente suficiente para manter os alimentos frescos e seguro contra insectos e roedores (e de animais de estimação) - e é mais economicamente rentável quando se tem vários animais de estimação.
Alimentação seca também pode ser utilizada como uma recompensa eficaz no treino de educação e como um suplemento de saúde dentária. Alguns alimentos secos são especialmente formulados e possuem formatos que, aquando do movimento de mastigação, auxiliam na limpeza dos dentes.
Já existem no mercado alimentações especificas para o efeito.


Obviamente que os alimentos secos não oferecem tanta água como alimentos húmidos, algo que se torna mais importante à medida que um animal envelhece,também muitíssimo importante quando um animal está doente e em climas secos e quentes. Nesses casos, uma dieta alimentar seca pode ser mais prático.

A decisão final

Basicamente, qualquer uma destas opções deve satisfazer as exigências nutricionais do seu animal de estimação desde que sejam bem equilibradas e feitas com ingredientes de qualidade. É apenas uma questão de qual será melhor para o seu animal de estimação, a longo prazo e que se adequa ao seu estilo de vida.
Outra opção é escolher húmida e seca; misturá-las juntas na mesma taça ou dando a comida húmida como uma recompensa ocasional. Fale com o seu veterinário, se tiver alguma preocupação, uma vez que pode haver considerações específicas para a raça do seu cão ou idade.


Artigo redigido por Mónica Oliveira - Auxiliar Veterinária 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Défice Cognitivo - Do que se trata?

Défice cognitivo – que se trata?


É uma síndrome neuro-degenerativa que afecta animais idosos e caracteriza-se por défices na aprendizagem e na memória, desorientação e alterações nas interacções sociais e nos padrões de sono. Existe uma prevalência de 14-22% em cães com mais de 8 anos de idade e em gatos entre 11-14 anos esta prevalência é de 28%. Em animais com mais de 15 anos a prevalência é de até 50%.


Que sintomas podemos detectar nestes pacientes?




Alterações na interacção social:
- menor comportamento de saudação
- não procura a atenção dos donos
- não reconhece os elementos da familia
- não brinca com o dono ou os outros animais
- diminui a capacidade de resposta a estímulos
- agressividade

Alteração do padrão do sono
- caminha, ladra ou gane durante a noite

Desorientação
- perde-se em locais familiares
- nao consegue sair de locais estreitos
- coloca-se no lado errado das portas
- fixa o olhar no horizonte
- vagueia sem rumo

Alteração no comportamento em casa:
- eliminações inadequadas em casa
- esquece ordens conhecidas


Diagnóstico


O diagnóstico é feito baseado na história e sinais clínicos, sendo necessário descartar doenças metabólicas e/ou doenças estruturais, realizar hemograma e urianálise, radiografia torácica e ecografia abdominal.






Tratamento


Para além do tratamento farmacológico deve-se apostar na terapia ambiental. É fundamental que os proprietários adaptem o ambiente onde o cão vive á nova etapa pela qual está a passar, com absoluta compreensão, facilitando a sua adaptação à casa (tal como foi feito na etapa de cachorro):
- maneio nutricional: incorporar na dieta antioxidantes, co-factores mitocondriais, ácidos gordos como o Ómega 3. Recorrer a dietas específicas;
- aumentar a frequência de saídas para aumentar o exercicio e evitar problemas de eliminação inadequada (urinar em casa).
- não aplicar castigos nem exigir a realização de comportamentos que antes realizava com normalidade
- não deixar em ambiente escuro durante a noite se sente ansiedade
- proporcionar aos cães uma rotina
- aumentar os locais de descanso
- facilitar rampas, evitar alterações de mobiliário
- disponibilizar esquemas de exercício e rotinas






 Prevenção

Podemos prevenir precocemente o desenvolvimento dos sintomas da disfunção cognitiva ao prevenir os problemas neurológicos relacionados com o envelhecimento nos nossos animais:
- utilizando dietas de gama alta ricas em antioxidantes
- manter um nível razoável de actividade e exercício para evitar o sedentarismo
- realizar check-ups veterinários frequentes
- manter um ambiente em casa tranquilo e adequado à idade dos animais, uma vez que a falta de compreensão por parte dos donos pode gerar neles estados de ansiedade que pioram a sua condição


O COMPROMISSO DOS PROPRIETÁRIOS É CRUCIAL PARA PODER MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA DESTES CÃES

Artigo redigido por Sara Fiorenzo - Médica Veterinária 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

PARASITOSES INTERNAS

PARASITOSES INTERNAS





Existe uma grande variedade de parasitas que podem afetar de forma significativa a saúde do nosso animal de companhia .
Quando não tomarmos as precauções necessárias ,as parasitoses podem ser  transmitidas aos seres humanos.

 Esta fotografia parece  familiar

                                     Cachorro com hiperparasitismo                                    


Como pode o cão/ gato ficar infectado?

A infestação do animal pode ocorrer via oral pela ingestão de ovos, através da via galactogénica em que há ingestão de leite materno parasitado ou através da placenta (via placentária), ou via transcutânea através da pele.

Os ovos ou larvas imaturas dos parasitas atingem o estado adulto no sistema digestivo do cão ou do gato, onde se alimentam, reproduzem e libertam ovos que são eliminados nas fezes.


Como sei se o meu cão/gato tem endoparasitas?

Sintomatologia comum :
- perda de apetite
- perda de peso,
- fezes diarreicas,
- fezes com sangue
- obstipação,
- eliminação de parasitas nas fezes ou no vómito,
- sinais de pneumonia
- distensão abdominal
- prurido anal

Quando devo desparasitar o meu animal de estimação?

A desparasitação interna deve ser efectuada de forma sistemática e regular, de acordo com a rotina definida pelo médico veterinário.





Por norma, o plano de desparasitação dos cachorros e gatinhos é o seguinte:
-A partir dos 15 dias de idade deverá ser feita de 15-15 dias até aos 2 meses
-depois mensal até aos 6 meses
- A partir dos 6 meses de idade a desparasitação deve ser efectuada uma, duas ou três vezes por ano, dependendo do ambiente onde o animal se encontra.


No caso das cadelas e gatas gestantes :







As fêmeas gestantes devem ser desparasitadas a partir do 1º mês de gestação. Após o parto, devem ser desparasitadas na mesma altura que as crias.


Todos os animais adquiridos recentemente devem ser de imediato desparasitados.
Se houver mais animais na casa, estes também devem ser desparasitados para evitar contágios




Que desparasitante devo usar?

Para escolher o desparasitante mais eficaz para controlar a infestação do seu pet ,podemos realizar um exame coprológico para identificação de parasitas nas fezes e contagem de ovos
Só assim é possível saber se o animal está ou não parasitado, identificar os parasitas e escolher o fármaco mais eficiente para controlar essa infestação.
Existem diversos desparasitantes no mercado,usualmente caracterizados por um largo espectro de ação. A dose a administrar deve ser adaptada de acordo com o peso do animal.


Os desparasitantes apresentam-se sob a forma de comprimidos, pasta, spot-on ou injectáveis .

Os desparasitantes em spot on proporcionam uma desparasitação contínua ao longo de um mês ,enquanto as restantes formas de desparasitação conferem uma desinfestação momentânea, interrompendo o ciclo do desenvolvimento do parasita cada vez que se repete a administração.

Quais os parasitas que podem infestar com mais frequência o cão e o gato?

Os endoparasitas responsáveis pelas infestações dos nossos animais  classificam-se em diferentes classes :

-Nemátodes e Céstodes

Nemátodes:

-São conhecidos por formarem  um grupo conhecido popularmente  por vermes redondos (lombrigas)
-Possuem corpo não segmentado e revestido de cutícula resistente e quitinosa. O seu corpo cilíndrico, alongado e não segmentado exibe simetria bilateral.

Os nossos animais de companhia são infestados com maior incidência por :

Ancylostomídeos (infestação em cão e gato)


Ancilostomo


-Ascarídeos (Toxocara canis (cão), Toxocara cati (gato) e Toxocara leonina (cão e gato) que afecta sobretudo cachorros e gatinhos com menos de 3 meses de idade;


Ascarídeo


Tricurídeos (Trichuris vulpis )(cão)



Céstodes:
-São conhecidos por vermes de corpo achatado multisegmentado, genericamente designados Ténias. Possuem uma cabeça arredondada (escólex) que permite ao verme a sua fixação à mucosa intestinal dos animais parasitados por meio de ganchos e/ou ventosas altamente musculadas.

Os nossos animais de companhia são infestados com maior incidência por :

Echinococus 


Ténias


Dipylidium



A desparasitação interna é um procedimento extremamente simples, requer apenas a criação de rotinas pelo bem estar do seu animal e da sua família.


Artigo redigido por Ana Luísa Nunes - Médica Veterinária 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

TERAPIA LASER

O que é a terapia a laser?

R: Terapia com laser  é o uso de comprimentos de onda específicos de luz (vermelha e infravermelha) para criar efeitos terapêuticos. Estes efeitos incluem:
A cicatrização;
A redução da dor;
O aumento da circulação;
E a diminuição do inchaço.
A terapia a laser tem sido amplamente utilizado na Europa por fisioterapeutas, enfermeiros e médicos.




Esta eficácia foi demonstrada cientificamente?

R: Sim. Existem milhares de estudos publicados que demonstrem a eficácia clínica da terapia a laser. Entre estes, há mais de cem, estudos científicos rigorosamente controlados que documentam a eficácia da terapia com laser para muitas condições clínicas.


Todos os laser terapêuticos são a mesma coisa?

R: Não. As duas classes de laser terapêutico de uso comum são de classe III e classe IV. Lasers terapêuticos da Classe III têm potências inferiores e utilizam comprimentos de onda mais curtos. Lasers terapêuticos da Classe IV são de maior potência e utilizam comprimentos de onda mais longos.


Quais os efeitos celulares na terapia a laser?

R: Durante a terapia com laser a luz infravermelha do laser interage com os tecidos ao nível celular, e aumenta a atividade do metabolismo dentro da célula, melhorando o transporte de nutrientes através da membrana celular. Isto inicia o aumento da produção de energia celular (ATP), que conduz a uma cascata de efeitos benéficos, o aumento da função celular e de saúde.





Quais os efeitos terapêuticos do laser?

R: Durante cada tratamento indolor, a energia do laser aumenta a circulação, tirando água, oxigênio e nutrientes para a área danificada. Isto cria um ambiente de cicatrização ótimo que reduz a inflamação, o inchaço, espasmos musculares, rigidez e dor. 

Quais os efeitos secundários?

R:  Foram muito poucos os efeitos colaterais que já foram relatados. Ocasionalmente, algumas lesões antigas ou síndromes dolorosos podem sentir-se agravados por alguns dias, mas a resposta de cura é mais ativa após o tratamento.

Vários estudos mostram que a laser terapia pode ajudar com:

-osteoartrite

-dor nas articulações

-tendinopatias

-edemas de congestão

-entorses e ligamentos

-tensões musculares

-feridas

-lesão pós-traumático

-dor no pós-operatório

-pescoço e dor nas costas

-displasias

-queimaduras

-doenças crónicas

-reabilitação

-recuperação de cirurgia ortopédica


Dói? 

R: Há pouca ou nenhuma sensação durante o tratamento. Ocasionalmente, o paciente pode sentir um leve calor relaxante ou formigueiro. Áreas doridas ou inflamadas podem ficar momentaneamente sensíveis antes da redução da dor.



Esta é a Pepa e o seu dono. A Pepa tem um problema de artroses coxofemoral e disco espondilose e a terapia a laser esta a ajudá-la bastante a regenerar e a dar-lhe melhores condições físicas.

Quanto tempo cada tratamento?

R: O tempo de tratamento geralmente vai de 3 a 8 minutos, dependendo do tamanho da área a ser tratada.

Pode ser utilizado em conjunto com outras formas de tratamento?

R: Sim! Terapia a laser é usado frequentemente com outras formas de terapia, incluindo fisioterapia, quiroprática, massagem, mobilização de tecidos moles, eletroterapia e após a cirurgia.
Outras modalidades de tratamento são complementares e podem ser utilizados com o laser para aumentar a eficácia do tratamento.


Existem restrições para não usar laser terapêutico em um animal de estimação?

R: Não, apenas não poderemos usar o Laser terapêutico em áreas de sangramento ativo ou sobre os olhos, testículos, tumores, gravidez, ou placas de crescimento dos ossos.

Pontos a aplicar a laser terapia:



Se acha que este tipo de tratamento poderá a vir ser necessário para o seu amigo de 4 patas, não hesite em passar na nossa clínica veterinária de Santo André, pedir a opinião a uma médica veterinária.

Artigo redigido por Marina Ascenso - Médica Veterinária 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A importância da Auxiliar e da Enfermeira na Clínica Veterinária

A Medicina Veterinária é uma área científica que apresenta uma multiplicidade de actividades clássicas, que vão desde:

- A Clínica de animais de pequeno e grande porte, aos exóticos;
- A Cirurgia;
- A Sanidade do animal;
- Inspecção Sanitária dos animais e dos alimentos;
- Tecnologia dos Produtos de Origem Animal;
- A Segurança Alimentar
- Produção Animal.

São auxiliares com formação, tanto prática como teórica que, supervisionada pelo médico veterinário que habitualmente acompanha o caso e possuindo um conhecimento predominantemente empírico, que resulta o trabalho técnico do mesmo.

A presença de um profissional com formação técnica, particularmente vocacionado para auxiliar e coadjuvar médicos e enfermeiros veterinários na administração de cuidados de saúde e bem-estar animal, é um passo importante para a dignificação do acto médico veterinário.

A sua importância, numa área técnica, perfeitamente definida, é relevante em funções como o atendimento especializado em clínicas veterinárias, o apoio, a preparação, a limpeza das instalações e assepsia dos animais antes e depois da realização de actos cirúrgicos na clínica veterinária.

O conhecimento em áreas associadas à higiene, segurança e nutrição animal de forma a permitir o esclarecimento do dono sobre produtos e materiais utilizados em veterinária, a organização de defesa e bem-estar animal, entre outras, é também o dever de um auxiliar/enfermeiro.

Um auxiliar/enfermeiro acaba por ser uma grande ajuda para o médico.
Em consultas é o auxiliar/enfermeiro que vê o que faz falta a nível de antibióticos, anti-inflamatórios, vacinas e afins, ou seja, com tanto manuseamento deste tipo de material médico é também dada uma formação e nós sabemos com que tipo de material podemos trabalhar, para que serve, qual o princípio activo.

Nós somos também convidados para palestras e formações constantes para o mais saber, e até para quando saem novos artigos na área estarmos aptos a saber trabalhar com eles e passar a mensagem certa ao cliente que necessita do mesmo.

No caso dos auxiliares de veterinário, existem cursos técnicos certificados compostos por aulas teóricas e práticas para no fim exercer uma profissão.

Estes cursos têm aulas práticas dadas por médicos veterinários em que normalmente é falado vários temas como:

- A origem biológica e a sua classificação;
- Observação e cuidados do paciente;
- Aspectos éticos nos auxiliares;
- Doenças e zoonoses;
- Ajuda em processos cirúrgicos e consultas;
- Implementação do auxiliar em tratamentos e internamentos.



 Nesta primeira foto, estou com a Dr.ª Sara Fiorenzo no internamento a fazer a tricotomia e a preparação pré-cirúrgica.



Nesta segunda foto já estou a fazer a assepsia para uma cirurgia de esterilização.

Tudo isto são processos extremamente necessários e que ajudam bastante o médico veterinário a acelerar e a confirmar que os processos cirúrgicos e não só correm nos conformes.
Uma boa auxiliar/enfermeira sabe como funcionam os processos e como intervir em caso de urgência.

Neste caso da clínica veterinária de Santo André, estão destinadas às auxiliares fazer os tratamentos, laser terapias e electro-estimulação.
Para que este serviço seja feito de forma consistente e seguro, temos formação, trabalhamos e estudamos muito para garantir a qualidade do serviço, e para que o dono do animal em questão sair satisfeito e sentir-se seguro no tratamento em relação ao animal.
Mais uma vez lembro que estes tratamentos são supervisionados por médicos veterinários e em caso de dúvida ou necessidade temos sempre um médico connosco para esclarecer na hora, para que tudo corra sempre pelo melhor.



Este é o Cacau, quando chegou estava muito mal mas com a ajuda da doutora Luísa ele ficou um espetáculo e pelo sorriso dele parece que gostou da ajuda que eu dei nas consultas não?


O Kaiser veio para uma cirurgia e passou a tarde na nossa companhia.
Foi tão gentil e trateio-o tão bem que assim que lhe vestimos o fato até pediu uma fotografia!

E lembrem-se, acima de tudo, quando fazemos o que mais gostamos nunca mais temos que trabalhar na vida!