segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

INSUFICIÊNCIA RENAL CRÓNICA

- Sabia que o diagnóstico precoce de patologia renal pode fazer a diferença ?

- Como quer ver o seu gato envelhecer?







- Características da doença renal:

Uma grande variedade de processos infecciosos, inflamatórios e de envelhecimento dão origem a problemas renais nos cães e nos gatos.
À medida que a função renal diminui, a capacidade do organismo equilibrar os fluidos e os nutrientes fica comprometida. Os sinais clínicos e o reconhecimento da diminuição da função renal só se tornam evidente quando mais de dois terços da função renal está comprometida.

- Sinais clínicos:

Durante a fase inicial da doença os animais exibem poucos ou nenhuns sinais clínicos, devido à habilidade dos rins para compensar a disfunção.
A realização de análises periódicas permite ao seu médico veterinário detetar patologias numa fase precoce.A abordagem adequada e atempada poderá retardar a progressão da doença.


À medida que a disfunção progride ,começam a surgir sintomas como:
- Aumento de ingestão de água (polidipsia) e aumento de  produção de urina (poliuria)numa tentativa dos rins eliminarem os produtos de excreção.


                                     
Mais tarde, no decurso da doença, surgem:

- Vómitos,
- Falta de apetite e perda de peso
- Desidratação
- Fraqueza, depressão,
- Convulsões e hemorragias



Exames diagnóstico:

-Análises sanguíneas –bioquímicas renais para medição de níveis de creatinina, ureia e fósforo
-Urianálise completa
-Rx abdominal
-Ecografia
-Biópsia renal


- Opções de tratamento e objectivos

Apesar de muitos tipos de doenças renais não poderem ser tratadas especificamente ou curadas, existem várias abordagens terapêuticas para minimizar a progressão da sintomatologia clínica:

- Alimentação: Com uma dieta específica,hipoproteica, especialmente formulada para os problemas renais ,podemos compensar parcialmente as alterações minerais e electrolíticas que ocorrem na insuficiência renal (IR);

  • O que procuramos, ao diminuir a quantidade de proteínas na dieta, é fazer com que menos resíduos fiquem acumulados no sangue. Assim, teremos pacientes nefropatas com exames próximos dos normais. É essencial que a proteína oferecida a estes pacientes seja de alta qualidade, para que possa haver o máximo aproveitamento deste nutriente.
  • O cálcio, o fósforo, e as vitaminas são substâncias muito importantes para qualquer ser vivo. Um animal com IRC perde muitas vitaminas e cálcio na urina. O organismo tenta equilibrar os níveis de cálcio e de fósforo entre si. Quando a perda de cálcio é excessiva , os níveis de fósforo tendem a ficar demasiadamente elevados. Isso faz com que os ossos sofram desmineralização , tornando-se mais frágeis, e podem  formar-se depósitos de minerais em tecidos moles (coração, fígado, e outros órgãos vitais). Para controlar este problema, além de uma suplementação alimentar  cuidadosa, utilizam-se  os chamados quelantes, que são medicamentos que reduzem a absorção de fósforo (dos alimentos) pelo intestino. Isso ajuda a manter os níveis de fósforo dentro da normalidade.
  •  O sódio é essencial para o controle da pressão sanguínea, e da pressão osmótica dentro dos vasos. Os pacientes com IRC não conseguem eliminar a quantidade correta de sódio, de modo que este fica acumulado. Isso faz com que a pressão sanguínea fique elevada e que ocorra desidratação tecidual. Quando os tecidos ficam desidratados,  podem sofrer sérios danos. No caso do cérebro, o animal pode desenvolver sintomas neurológicos (desorientação ,convulsões e morte). Para prevenir este agravamento sintomático, o animal deve ser mantido sempre bem hidratado, e a sua dieta deve ter reduzidos níveis de sódio.
  • O potássio pode estar em níveis aumentados ou diminuídos. Nos pacientes que tomam certas medicações diuréticas ou anti-hipertensivas, pode haver grande perda de potássio pela urina.  Se o potássio atingir níveis muito baixos, o animal desenvolve anorexia, e pode não voltar alimentar-se voluntariamente até que esse parâmetro seja corrigido. O nível de potássio aumentado também é perigoso, mas apenas ocorre nestes pacientes quando estão em estágios muito avançados de insuficiência renal.O nível de potássio na dieta, deve ser normal, mas pode variar conforme cada paciente.
·         O teor em gordura na dieta também devem ser controlado para suprir as necessidades calóricas do animal e para tornar a dieta mais palatável.


Tratamento médico

-O tratamento é direcionado para:
- Controlar os sintomas de vómitos, diminuição de apetite, hipertensão, anemia ou alterações minerais.
-Correção de desiquilibrios electrolíticos
-Os casos mais graves de IR requerem hospitalização de administração de fluidos.



 - Qual é a esperança de vida para o meu animal de estimação?

O prognóstico para animais com insuficiência renal (IR) varia com o estado de evolução da doença, tipo de doença e resposta ao tratamento.
Em muitos gatos e em alguns cães com IR o maneio médico tem sucesso por alguns anos, antes de se verificar a deterioração do estado clínico. Em outros casos a doença é diagnosticada no estado de evolução já avançada e observa-se um declínio rápido semanas a meses após o diagnóstico.
É aconselhado o acompanhamento regular pelo médico veterinário, através de análises sanguíneas para monitorizar a resposta ao tratamento e evolução da doença


Patofisiologia

A doença renal crónica caracteriza-se por uma perda irreversível e progressiva da função renal.

Sintomatologia:

  • Perda de apetite (anorexia);
  • Perda de peso;
  • Polidipsia (aumento do consumo de água);
  • Poliúria (aumento da produção de urina);
  • Vómito e/ou diarreia;
  • Estomatite (úlceras na língua);
  • Halitose (mau hálito);
  • Redução da atividade (prostração);
  • Desidratação

A recuperação total da função renal torna-se impossível. 
É, no entanto, possível manter a evolução da doença sob controlo com um tratamento adequado prescrito pelo médico veterinário. Uma das medidas mais importantes do plano terapêutico da DRC é a prescrição de uma dieta adequada às necessidades do animal.
Como podemos reconhecer a doença renal crónica?


- Diagnóstico:

Para o diagnóstico definitivo da doença renal é necessária, para além do exame físico do animal, a realização de análises sanguíneas (medição de alguns parâmetros da função renal como a ureia e creatinina) e a análise da urina. Para identificar a(s) causa(s) da DRC, podem ser necessários exames de diagnóstico complementares como, por exemplo, a ecografia abdominal, a radiografia abdominal e a biópsia renal.
Tratamento
O animal responderá melhor ao tratamento se a doença renal for diagnosticada nas fases iniciais. É por esta razão que é aconselhável fazer regularmente análises sanguíneas, que poderão ser feitas, por exemplo, na mesma altura da vacinação anual. Deverá aconselhar-se com o médico veterinário relativamente à periodicidade de realização deste controlo analítico da função renal.
Apesar da perda da função renal na DRC ser irreversível, se forem adotadas determinadas medidas, os sintomas da doença podem ser atenuados e a sua evolução pode ser retardada. Uma das medidas que se crê ser cada vez mais importante é a prescrição de uma dieta específica para problemas renais. Existem também certos medicamentos que podem ajudar a melhorar a função renal e assim controlar os sintomas do animal.


Artigo redigido por Ana Luísa Nunes - Médca Veterinária 


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

BISCOITOS EDUC – GOLUSEIMAS HIPOCALÓRICAS

COM APENAS 3 KCAL/UNIDADE, IDEAL PARA CACHORROS E CÃES ADULTOS
Com Royal Canin Educ, pode ajudar na formação e educação do seu cão sem exagerar na percentagem de calorias.
Os biscoitos Educ, são uma combinação de calorias limitadas (menos de 3 kcal/unidade)  e uma ótima palatabilidade. Recomendados para uso durante o treinamento do seu pet, bebés ou adultos.
Habitualmente temos tendência para dar “miminhos” pouco saudáveis, muito calóricos e prejudicial aos nossos cães.
Royal Canin Educ é um prémio, que deixará o seu cão feliz e saudável em partes iguais!
Para além de serem bastante saudáveis e hipocalóricos, contêm altos níveis de vitaminas E e C, que ajudam a manter a função das células a nível antioxidante. Juntamente com isso, a forma inovadora dos doces Educ são uma ótima maneira de as nossas crianças e jovens premiarem os nossos companheiros.
Tamanho real do biscoito:
Ingredientes: Tapioca, (selecionado pela sua proteína de alta assimilação) glúten de trigo, farinha de trigo, fibras vegetais, proteína animal, mineral.

Análise média: Proteína 20%, 1% gordura, 15% de humidade, 1,9% de fibra, fibra dietética 4,7%, 2,3%, minerais de 59,8% do ELN, vitamina A (UI7kg) 4000, 0,03% de cálcio, fósforo 0,1% 0,4% sódio, cloreto de 0,95%, potássio 0,6%, 0,02%, cobre (mg/kg) 3 mg, ferro (mg/kg) 28, manganês (mg/kg) 13, zinco (mg/kg) 22, vitamina E (mg/kg) 500, vitamina C (mg/kg) 200.
Saquetas com 50g.


Artigo redigido por Mónica Oliveira- Auxiliar Veterinária 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

HIPERADRENOCORTICISMO

Sabia que por vezes alguns problemas podem ser mascarados pelos nossos animais de estimação? Por exemplo… uma doença de pele pode não ser uma simples doença de pele e ser sinal de algo mais complicado!
 


(http://www.petsparadise.it/)

O hiperadrenocorticismo (ou síndrome de cushing) é uma doença endócrina que pode também ter efeitos na pele do animal. Pode ser algo difícil de diagnosticar uma vez que leva a diversos sinais clínicos e anomalidades bioquímicas que resultam de exposição crónica a um excesso de corticóides.
As glândulas que produzem os corticoides são as adrenais que, por sua vez, recebem “ordens” da hipófise. Esta doença pode aparecer devido a massas tanto nas adrenais como na hipófise, ou mesmo por tratamento continuado por glucocorticoides orais.
As raças predispostas são o caniche, yorkshire, labrador, golden retriever e rottweiler.

Sintomas

Os sintomas iniciais são o aumento do apetite pela ação anti-insulinica que o cortisol promove. Os tecidos não vão receber glucose suficiente e vai ser percebido pelo cérebro que o animal tem fome. Outros sinais iniciais são o aumento de ingestão de água e a micção em grande quantidade, pois o cortisol em excesso vai inibir a hormona anti-diurética e altera a taxa de filtração renal.

 

(adaptado de http://www.petsparadise.it/)

O fígado aumenta pela acumulação de gordura e poderá comprimir o diafragma causando dificuldades respiratórias. Há atrofia muscular, primeiro de membros posteriores e depois anteriores, pelo aumento do catabolismo proteico e é comum em consequência disso a ruptura de ligamentos e luxação de patela.
Há alterações na pele também como alopécia (falta de pêlo), a pele fica fina (deixando ver as veias e artérias) e sem elasticidade. Aparecem bastantes comedões (pontos negros) e pode haver calcinose cutis (acumulação de cálcio, caspa). Pode aparecer infecções bacterianas e fúngicas secundárias.
Frequentemente os animais têm hipertensão que pode levar a hemorragia intra-ocular, descolamento de retina, insuficiência cardíaca e problemas renais. Pode haver sinais de sistema nervoso central como apatia, anorexia, desorientação e alterações de comportamento.


(http://www.petsparadise.it/)

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico de hiperadrenocorticismo pode ser difícil e deve ser sempre feito por um médico veterinário. Podem ser necessários testes para provar que o seu animal tem a doença e, como há predisposição para surgir complicações, pode haver outras doenças associadas.
A maioria dos problemas pode ter solução se diagnosticados em tempo útil, permitindo manter a qualidade de vida dos nossos companheiros. Assim, deve ser realizada uma consulta de check-up no mínimo anualmente de modo a identificar possíveis patologias.


Venha informar-se connosco acerca desta doença e saber se o seu animal se enquadra nestes sintomas! Não deixe que a doença se agrave para ser diagnosticada!

Artigo redigido por Rita Gonçalves- Médica Veterinária 

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

CUIDADOS COM OS AMIGOS DE 4 PATAS





Os animais sempre foram utilizados na vida do Homem, seja como ferramenta, para trabalhos pesados, como meio de transporte ou companhia.

Com esse convívio, algumas espécies que antes viviam soltas, livres pela natureza passaram a ser domesticadas.

O cachorro é considerado o maior amigo do homem, pois é fiel, defende o seu dono e fica alegre com a sua presença, já o gato sendo um animal mais independente e resguardado não deixa de ser um bichinho que adora receber o seu dono e saber: ‘que tal esse dia dono?’

Com a nossa adaptação e gosto pelos nossos amigos de quatro patas, cada vez mais nos preocupamos com eles e queremos que tenham uma vida cheia de confortos tanto em casa como na clínica, como tal, existem muitas dúvidas que temos que pensar quando queremos ter um bichinho de estimação, como por exemplo…

-tenho condições para ele?
-tenho tempo para ele?
-qual o nível de custos que é ter um bichinho?
-com que frequência tenho que o levar à clínica?
-se for viajar, posso leva-o comigo? Existem hotéis para cães e gatos?

São uma série de questões que juntos, vamos ver já de seguida…

Tenho condições para ter um animal de estimação?

     


R: Quando vamos adquirir um amigo de 4 patas, temos que nos lembrar que este nos vai acompanhar até á meta final da sua vida. Vamos contar com um amigo, que vai fazer parte da família durante muitos anos, e antes de adquirir o novo membro temos que pensar muito bem se temos todas as condições necessárias reunidas.
Pensar que tipo de animal se adequa a mim e ao meu estilo de vida, se passa muitas horas fora de casa, se mora numa vivenda ou num apartamento etc. Todos estes pontos têm que ser muito bem vistos antes de adotar um bichinho para que não se perceba tarde de mais e que se tenha que arranjar uma solução apressada e não desejada.


Tenho tempo para ele?




R: Ainda antes de decidir que tipo de animal, temos que pensar muito bem no tipo de animal que se adequa ao meu estilo de vida.
Se moro em um apartamento, quantas horas estou fora de casa por dia, se tenho que viajar muito etc tudo isto são aspetos importantes e a pensar muito bem na aquisição de um novo membro da família e mesmo que tipo de animal se adequa a mim.

Qual o nível de custos que é ter um bichinho?



R: Dependendo do animal é importante estarmos cientes de que todos os animais precisam de cuidados médicos, sejam a nível de vacinas, chips, ou até mesmo a nível de cirurgia.
Todos os animais precisam de fazer uma boa alimentação para mais tarde não virem para a clínica com problemas de desidratação ou desnutridos, coisas que alimentos de baixa qualidade ou com muitos corantes (as cores nos alimentos secos) possam causar, portanto é sempre bom de frisar que uma boa alimentação redirecionada ao seu amigo de 4 patas vai-lhe com certeza proporcionar uma vida melhor e com mais qualidade.

Com que frequência tenho que o levar a clínica?





R: Desde o início da vida de um cãozinho ou um gatinho as idas ao veterinário devem de estar implícitas no animal, ou seja, começam por vir de pequeninos para as primeiras vacinas e mesmo até terminarem as primeiras vacinas, devem de
vir com regularidade nem que seja só para pesar ou fazer a desparasitação, para este ambiente não lhes seja desconhecido e não lhes cause medo ou transtorno para que seja mais fácil de avaliar o animal e ele sinta que esta casa é sua também.


Se for viajar, posso leva-o comigo? Existem hotéis para cães e gatos?




R: Em relação á primeira questão, seria bom que o seu companheiro esteja habituado a andar de carro desde pequenino, até por uma questão de urgência em que seja preciso uma ida ao veterinário de carro, se o animal não estiver bem e não esteja habituado a andar de carro, ele vai stressar mais e pode complicar mais o caso derivado a este excesso de stress tanto pelo carro ou por estranhar a clinica.
Nos dias de hoje já existem vários hotéis e até mesmo restaurantes que já permitem a presença dos nossos amiguinhos juntos de nós.
Existem vários sites que nos auxiliam e indicam os melhores lugares para famílias de quatro patas.
Em relação à segunda pergunta, no caso de não poder mesmo levar o seu super e fiel amigo consigo, tem um leque de hotéis que ficam e tratam muito bem do seu animal de estimação e até mesmo clínica, por exemplo a nossa clínica veterinária de santo André
 tem um hotel para gatos, em que tratamos dele e caso lhe aconteça alguma coisa ou no caso do gatito precisar de tomar alguma medicação temos pessoas formadas e especializadas para os acompanhar.



Lembrem-se um bichinho é um amigo para a vida, e nunca haverá ninguém que saiba tão bem o que é o amor de verdade como o seu animal de estimação, por isso tente cuidar dele tão bem quanto ele o ama.







A Prenda têm 6 meses e a primeira semana com a dona foi passada na clínica com parvovirose canina. Por ter sido tão bem tratada ela adora vir para a clínica com a sua dona.



O Pongo têm 2 anos e sabe que é graças aos cuidados médicos veterinários que hoje é um cão saudável e feliz e superou muito bem a intussusceção no intestino.



 Artigo redigido por Marina Ascenso - Auxiliar Veterinária 






segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

HIPERPLASIA PROSTÁTICA BENIGNA



Sabia que 80% dos cães com mais de 5 anos sofrem de hiperplasia da próstata?

A hiperplasia prostática benigna é uma doença caracterizada tanto pelo aumento de número de células (hiperplasia) como pelo aumento do tamanho celular (hipertrofia). Trata-se de uma alteração do envelhecimento, que ocorre apenas em duas espécies: cães e homem.



(http://ghiraldelli.pro.br/filosofia/filosofia-homem-cao.html)

É uma patologia que depende das hormonas em circulação, pelo que acontece apenas a cães não castrados. Com o envelhecimento, ocorre um aumento da sensibilidade da glândula prostática pela testosterona, uma vez que a secreção de testosterona diminui com a idade. A hiperplasia prostática benigna manifesta-se devido a uma conversão anormalmente elevada de testosterona em dihidrotestosterona que se acumula de maneira anormal.

A hiperplasia é comum em animais a partir dos cinco anos de idade, sem predisposição de raça e muitas vezes não há manifestação clínica patológica significativa, podendo levar a outros processos inflamatórios agudos e crónicos, bacterianos, abcessos, neoplasias e formações quísticas.
É comum também a ocorrência simultânea de hérnia perineal com comprometimento da próstata.
Quase todos os machos sexualmente intactos apresentarão hiperplasia prostática benigna com o passar do tempo, contudo a maioria não apresentará sinais clínicos.



 (http://petcare.com.br/blog/hematuria-sangue-na-urina-dos-caes-e-gatos/)

Os sinais clínicos mais comuns são dificuldade para defecar e/ou urinar, sangue na urina, febre, depressão, perda de apetite, vómitos e diarreia. Pode haver outros sintomas como edema do membro, distensão e dor abdominal.
Estes sinais ajudam a confirmar o diagnóstico, embora sejam também necessário exame físico (com palpação prostática), análises e ecografia abdominal. Embora a biópsia seja o diagnóstico definitivo, geralmente não é necessária, utilizando-se como confirmação a resposta à castração.

A orquiectomia é a melhor solução, visto que não provoca efeitos secundários, e resultará na diminuição de 70% do tamanho da próstata. A glândula começa a involuir dentro de dias, esperando-se o decréscimo palpável no tamanho da próstata dentro de 7 a 14 dias.


Venha aproveitar os últimos dias do tema de esterilização para castrar o seu cão!

Artigo redigido por Rita Gonçalves - Médica Veterinária 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

UM PLANO DE SAÚDE PARA O SEU PET

A clínica veterinária de Santo André, perante um cenário de escassez de resposta efectiva no mercado para planear o bem-estar daqueles amigos de 4 patas que tanto gostamos, implementou os planos de saúde animal.

Adquirir um animal de estimação é também uma responsabilidade. Quem tem estes amigos fieis, sabe que as solicitações de saúde e os infortúnios ocorrem quando menos esperamos. Independentemente do quão gostamos dos nossos fieis amigos, por vezes as despesas de saúde necessárias vão para além do orçamento familiar.




Por esse motivo criamos os planos de saúde. De uma forma simplificada, pode escolher o plano que melhor se adapta ao seu pet. Em cada fase da vida de um ser vivo, existem necessidades específicas. Foi com esse foco e com muita ponderação económica que criamos 3 patamares de cobertura.
O VetPlan Base (cão ou gato) pensado para animais jovens, em que a prevenção é um factor preponderante e que a cirurgia eletiva é um procedimento corrente.
O VetPlan Premium com um número mais alargado de consultas, em que ocorrências de patologias estão previstas, não descorando a prevenção.
O VetPlan Super Premium pensado para animais que necessitam de cuidados redobrados e que prima pela abrangência de exames de diagnóstico.
O VetPlan Total formulado para animais exóticos em que alia a prevenção a cuidados médicos específicos.

Todos os nossos planos de saúde são anuais com o benefício de poder usufruir de 10% de desconto em toda a alimentação durante um ano.
É desta forma prática e simplificada e económica que a clinica presta os cuidados de saúde a uma grande parte dos seus pacientes.
Se é um dos casos em que por vezes protela as necessidades médicas do seu pet, por questões económicas, não existe em aderir ao VetPlan.
A Clinica Veterinária de Santo André / Andre’s Pet veterinário estão ao dispor para qualquer esclarecimento.




 Artigo redigido por Isabel Jorge - Médica Veterinária 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

SÍNDROME UROLÓGICO FELINO





O síndrome urológico felino (FUS) consiste numa patologia que resulta de uma cistite (inflamação da bexiga) e /ou uretrite (inflamação da uretra).
Esta patologia é de extrema gravidade e pode ser fatal para um gato sem tratamento adequado.
A descarga frequente de urina ou a obstrução parcial ou completa da uretra caracterizam a doença.

Quatro boas razões para suspeitar de que o seu gato possa sofrer de FUS

-O meu gato vai muitas vezes ao caixote.
-O meu gato urina mais frequentemente do que o normal.
-O meu gato urina fora do caixote.
-O meu gato urina com sangue.
-O meu gato não consegue urinar.

Predisposição para a patologia:


Existem vários vários factores a considerar:

-Idade : O FUS pode ocorrer em qualquer idade mas é mais comum em gatos adultos (a partir dos 2 anos)

-Sexo: devido às características anatómicas que  distinguem machos e fêmeas, a obstrução é mais frequente e grave nos machos .

Obesidade : existe uma maior prevalência de FUS em gatos obesos  .






Dieta
- O baixo consumo de água em gatos que se alimentam exclusivamente de alimento seco pode predispor a esta patologia.

-O tipo de alimento fornecido ao gato condiciona a alcalinização da urina. O aumento do Ph urinário favorece a formação de cristais , infeções urinárias e obstrução  urinária.

Stress:










- As alterações ambientais também são consideradas factores de stress  que facilitam o surgimento da patologia.

Tratamento do Síndrome urológico felino

Se o seu gato está obstruído ,deve ser atendido com urgência para se instaurar a terapêutica adequada .
É necessária a realização de análises bioquímicas para avaliar a função renal que pode estar gravemente comprometida (insuficiência renal aguda)

Tratamento da Síndrome Urológica Felina

O tratamento será indicado de acordo com as causas do surgimento da doença e o seu nível de desenvolvimento no animal.
- Esvaziar a bexiga do gato é a primeira abordagem para tratar o problema, e isso pode ser feito com o uso de uma sonda uretral (algalia).Em  casos mais graves , podem necessitar de uma cirurgia específica (uretrostomia)e até mesmo chegar à penectomia - que é a retirada total do pénis e a exteriorização da uretra.


Foto: algalia colocada a fim de permitir esvaziamento vesical e lavagem



- Fluidoterapia para corrigir os desequilíbrios electrolíticos e corrigir a desidratação




- Hospitalização até resolução sintomática e controlo da micção
- Antibióticos e anti-inflamatórios são frequentemente receitados para ajudar no tratamento, no entanto, o uso de medicamentos também irá depender do estado em que se encontra o animal acometido e a causa da alteração.

Prevenção:

A melhor maneira de prevenir a doença consiste em reduzir os factores de risco:

-manter uma dieta balanceada - existem dietas especificas que contribuem para a regulação do Ph da urina ,redução da formação de cristais e aumento da ingestão de água
-incentivar a ingestão de alimentação húmida como complemento à ração
-incentivar o exercício
-estimular a hidratação (uso de fontes para aumentar a ingestão de água)



-proporcionar um ambiente calmo e confortável ao seu pet.


Esteja atento às pequenas alterações de comportamento do seu animal de companhia pois a detecção precoce dos sintomas é fundamental para o sucesso no tratamento.

                                                          Artigo redigido por Luísa Nunes - Médica Veterinária