quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

HIPERADRENOCORTICISMO

Sabia que por vezes alguns problemas podem ser mascarados pelos nossos animais de estimação? Por exemplo… uma doença de pele pode não ser uma simples doença de pele e ser sinal de algo mais complicado!
 


(http://www.petsparadise.it/)

O hiperadrenocorticismo (ou síndrome de cushing) é uma doença endócrina que pode também ter efeitos na pele do animal. Pode ser algo difícil de diagnosticar uma vez que leva a diversos sinais clínicos e anomalidades bioquímicas que resultam de exposição crónica a um excesso de corticóides.
As glândulas que produzem os corticoides são as adrenais que, por sua vez, recebem “ordens” da hipófise. Esta doença pode aparecer devido a massas tanto nas adrenais como na hipófise, ou mesmo por tratamento continuado por glucocorticoides orais.
As raças predispostas são o caniche, yorkshire, labrador, golden retriever e rottweiler.

Sintomas

Os sintomas iniciais são o aumento do apetite pela ação anti-insulinica que o cortisol promove. Os tecidos não vão receber glucose suficiente e vai ser percebido pelo cérebro que o animal tem fome. Outros sinais iniciais são o aumento de ingestão de água e a micção em grande quantidade, pois o cortisol em excesso vai inibir a hormona anti-diurética e altera a taxa de filtração renal.

 

(adaptado de http://www.petsparadise.it/)

O fígado aumenta pela acumulação de gordura e poderá comprimir o diafragma causando dificuldades respiratórias. Há atrofia muscular, primeiro de membros posteriores e depois anteriores, pelo aumento do catabolismo proteico e é comum em consequência disso a ruptura de ligamentos e luxação de patela.
Há alterações na pele também como alopécia (falta de pêlo), a pele fica fina (deixando ver as veias e artérias) e sem elasticidade. Aparecem bastantes comedões (pontos negros) e pode haver calcinose cutis (acumulação de cálcio, caspa). Pode aparecer infecções bacterianas e fúngicas secundárias.
Frequentemente os animais têm hipertensão que pode levar a hemorragia intra-ocular, descolamento de retina, insuficiência cardíaca e problemas renais. Pode haver sinais de sistema nervoso central como apatia, anorexia, desorientação e alterações de comportamento.


(http://www.petsparadise.it/)

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico de hiperadrenocorticismo pode ser difícil e deve ser sempre feito por um médico veterinário. Podem ser necessários testes para provar que o seu animal tem a doença e, como há predisposição para surgir complicações, pode haver outras doenças associadas.
A maioria dos problemas pode ter solução se diagnosticados em tempo útil, permitindo manter a qualidade de vida dos nossos companheiros. Assim, deve ser realizada uma consulta de check-up no mínimo anualmente de modo a identificar possíveis patologias.


Venha informar-se connosco acerca desta doença e saber se o seu animal se enquadra nestes sintomas! Não deixe que a doença se agrave para ser diagnosticada!

Artigo redigido por Rita Gonçalves- Médica Veterinária 

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

CUIDADOS COM OS AMIGOS DE 4 PATAS





Os animais sempre foram utilizados na vida do Homem, seja como ferramenta, para trabalhos pesados, como meio de transporte ou companhia.

Com esse convívio, algumas espécies que antes viviam soltas, livres pela natureza passaram a ser domesticadas.

O cachorro é considerado o maior amigo do homem, pois é fiel, defende o seu dono e fica alegre com a sua presença, já o gato sendo um animal mais independente e resguardado não deixa de ser um bichinho que adora receber o seu dono e saber: ‘que tal esse dia dono?’

Com a nossa adaptação e gosto pelos nossos amigos de quatro patas, cada vez mais nos preocupamos com eles e queremos que tenham uma vida cheia de confortos tanto em casa como na clínica, como tal, existem muitas dúvidas que temos que pensar quando queremos ter um bichinho de estimação, como por exemplo…

-tenho condições para ele?
-tenho tempo para ele?
-qual o nível de custos que é ter um bichinho?
-com que frequência tenho que o levar à clínica?
-se for viajar, posso leva-o comigo? Existem hotéis para cães e gatos?

São uma série de questões que juntos, vamos ver já de seguida…

Tenho condições para ter um animal de estimação?

     


R: Quando vamos adquirir um amigo de 4 patas, temos que nos lembrar que este nos vai acompanhar até á meta final da sua vida. Vamos contar com um amigo, que vai fazer parte da família durante muitos anos, e antes de adquirir o novo membro temos que pensar muito bem se temos todas as condições necessárias reunidas.
Pensar que tipo de animal se adequa a mim e ao meu estilo de vida, se passa muitas horas fora de casa, se mora numa vivenda ou num apartamento etc. Todos estes pontos têm que ser muito bem vistos antes de adotar um bichinho para que não se perceba tarde de mais e que se tenha que arranjar uma solução apressada e não desejada.


Tenho tempo para ele?




R: Ainda antes de decidir que tipo de animal, temos que pensar muito bem no tipo de animal que se adequa ao meu estilo de vida.
Se moro em um apartamento, quantas horas estou fora de casa por dia, se tenho que viajar muito etc tudo isto são aspetos importantes e a pensar muito bem na aquisição de um novo membro da família e mesmo que tipo de animal se adequa a mim.

Qual o nível de custos que é ter um bichinho?



R: Dependendo do animal é importante estarmos cientes de que todos os animais precisam de cuidados médicos, sejam a nível de vacinas, chips, ou até mesmo a nível de cirurgia.
Todos os animais precisam de fazer uma boa alimentação para mais tarde não virem para a clínica com problemas de desidratação ou desnutridos, coisas que alimentos de baixa qualidade ou com muitos corantes (as cores nos alimentos secos) possam causar, portanto é sempre bom de frisar que uma boa alimentação redirecionada ao seu amigo de 4 patas vai-lhe com certeza proporcionar uma vida melhor e com mais qualidade.

Com que frequência tenho que o levar a clínica?





R: Desde o início da vida de um cãozinho ou um gatinho as idas ao veterinário devem de estar implícitas no animal, ou seja, começam por vir de pequeninos para as primeiras vacinas e mesmo até terminarem as primeiras vacinas, devem de
vir com regularidade nem que seja só para pesar ou fazer a desparasitação, para este ambiente não lhes seja desconhecido e não lhes cause medo ou transtorno para que seja mais fácil de avaliar o animal e ele sinta que esta casa é sua também.


Se for viajar, posso leva-o comigo? Existem hotéis para cães e gatos?




R: Em relação á primeira questão, seria bom que o seu companheiro esteja habituado a andar de carro desde pequenino, até por uma questão de urgência em que seja preciso uma ida ao veterinário de carro, se o animal não estiver bem e não esteja habituado a andar de carro, ele vai stressar mais e pode complicar mais o caso derivado a este excesso de stress tanto pelo carro ou por estranhar a clinica.
Nos dias de hoje já existem vários hotéis e até mesmo restaurantes que já permitem a presença dos nossos amiguinhos juntos de nós.
Existem vários sites que nos auxiliam e indicam os melhores lugares para famílias de quatro patas.
Em relação à segunda pergunta, no caso de não poder mesmo levar o seu super e fiel amigo consigo, tem um leque de hotéis que ficam e tratam muito bem do seu animal de estimação e até mesmo clínica, por exemplo a nossa clínica veterinária de santo André
 tem um hotel para gatos, em que tratamos dele e caso lhe aconteça alguma coisa ou no caso do gatito precisar de tomar alguma medicação temos pessoas formadas e especializadas para os acompanhar.



Lembrem-se um bichinho é um amigo para a vida, e nunca haverá ninguém que saiba tão bem o que é o amor de verdade como o seu animal de estimação, por isso tente cuidar dele tão bem quanto ele o ama.







A Prenda têm 6 meses e a primeira semana com a dona foi passada na clínica com parvovirose canina. Por ter sido tão bem tratada ela adora vir para a clínica com a sua dona.



O Pongo têm 2 anos e sabe que é graças aos cuidados médicos veterinários que hoje é um cão saudável e feliz e superou muito bem a intussusceção no intestino.



 Artigo redigido por Marina Ascenso - Auxiliar Veterinária 






segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

HIPERPLASIA PROSTÁTICA BENIGNA



Sabia que 80% dos cães com mais de 5 anos sofrem de hiperplasia da próstata?

A hiperplasia prostática benigna é uma doença caracterizada tanto pelo aumento de número de células (hiperplasia) como pelo aumento do tamanho celular (hipertrofia). Trata-se de uma alteração do envelhecimento, que ocorre apenas em duas espécies: cães e homem.



(http://ghiraldelli.pro.br/filosofia/filosofia-homem-cao.html)

É uma patologia que depende das hormonas em circulação, pelo que acontece apenas a cães não castrados. Com o envelhecimento, ocorre um aumento da sensibilidade da glândula prostática pela testosterona, uma vez que a secreção de testosterona diminui com a idade. A hiperplasia prostática benigna manifesta-se devido a uma conversão anormalmente elevada de testosterona em dihidrotestosterona que se acumula de maneira anormal.

A hiperplasia é comum em animais a partir dos cinco anos de idade, sem predisposição de raça e muitas vezes não há manifestação clínica patológica significativa, podendo levar a outros processos inflamatórios agudos e crónicos, bacterianos, abcessos, neoplasias e formações quísticas.
É comum também a ocorrência simultânea de hérnia perineal com comprometimento da próstata.
Quase todos os machos sexualmente intactos apresentarão hiperplasia prostática benigna com o passar do tempo, contudo a maioria não apresentará sinais clínicos.



 (http://petcare.com.br/blog/hematuria-sangue-na-urina-dos-caes-e-gatos/)

Os sinais clínicos mais comuns são dificuldade para defecar e/ou urinar, sangue na urina, febre, depressão, perda de apetite, vómitos e diarreia. Pode haver outros sintomas como edema do membro, distensão e dor abdominal.
Estes sinais ajudam a confirmar o diagnóstico, embora sejam também necessário exame físico (com palpação prostática), análises e ecografia abdominal. Embora a biópsia seja o diagnóstico definitivo, geralmente não é necessária, utilizando-se como confirmação a resposta à castração.

A orquiectomia é a melhor solução, visto que não provoca efeitos secundários, e resultará na diminuição de 70% do tamanho da próstata. A glândula começa a involuir dentro de dias, esperando-se o decréscimo palpável no tamanho da próstata dentro de 7 a 14 dias.


Venha aproveitar os últimos dias do tema de esterilização para castrar o seu cão!

Artigo redigido por Rita Gonçalves - Médica Veterinária 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

UM PLANO DE SAÚDE PARA O SEU PET

A clínica veterinária de Santo André, perante um cenário de escassez de resposta efectiva no mercado para planear o bem-estar daqueles amigos de 4 patas que tanto gostamos, implementou os planos de saúde animal.

Adquirir um animal de estimação é também uma responsabilidade. Quem tem estes amigos fieis, sabe que as solicitações de saúde e os infortúnios ocorrem quando menos esperamos. Independentemente do quão gostamos dos nossos fieis amigos, por vezes as despesas de saúde necessárias vão para além do orçamento familiar.




Por esse motivo criamos os planos de saúde. De uma forma simplificada, pode escolher o plano que melhor se adapta ao seu pet. Em cada fase da vida de um ser vivo, existem necessidades específicas. Foi com esse foco e com muita ponderação económica que criamos 3 patamares de cobertura.
O VetPlan Base (cão ou gato) pensado para animais jovens, em que a prevenção é um factor preponderante e que a cirurgia eletiva é um procedimento corrente.
O VetPlan Premium com um número mais alargado de consultas, em que ocorrências de patologias estão previstas, não descorando a prevenção.
O VetPlan Super Premium pensado para animais que necessitam de cuidados redobrados e que prima pela abrangência de exames de diagnóstico.
O VetPlan Total formulado para animais exóticos em que alia a prevenção a cuidados médicos específicos.

Todos os nossos planos de saúde são anuais com o benefício de poder usufruir de 10% de desconto em toda a alimentação durante um ano.
É desta forma prática e simplificada e económica que a clinica presta os cuidados de saúde a uma grande parte dos seus pacientes.
Se é um dos casos em que por vezes protela as necessidades médicas do seu pet, por questões económicas, não existe em aderir ao VetPlan.
A Clinica Veterinária de Santo André / Andre’s Pet veterinário estão ao dispor para qualquer esclarecimento.




 Artigo redigido por Isabel Jorge - Médica Veterinária 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

SÍNDROME UROLÓGICO FELINO





O síndrome urológico felino (FUS) consiste numa patologia que resulta de uma cistite (inflamação da bexiga) e /ou uretrite (inflamação da uretra).
Esta patologia é de extrema gravidade e pode ser fatal para um gato sem tratamento adequado.
A descarga frequente de urina ou a obstrução parcial ou completa da uretra caracterizam a doença.

Quatro boas razões para suspeitar de que o seu gato possa sofrer de FUS

-O meu gato vai muitas vezes ao caixote.
-O meu gato urina mais frequentemente do que o normal.
-O meu gato urina fora do caixote.
-O meu gato urina com sangue.
-O meu gato não consegue urinar.

Predisposição para a patologia:


Existem vários vários factores a considerar:

-Idade : O FUS pode ocorrer em qualquer idade mas é mais comum em gatos adultos (a partir dos 2 anos)

-Sexo: devido às características anatómicas que  distinguem machos e fêmeas, a obstrução é mais frequente e grave nos machos .

Obesidade : existe uma maior prevalência de FUS em gatos obesos  .






Dieta
- O baixo consumo de água em gatos que se alimentam exclusivamente de alimento seco pode predispor a esta patologia.

-O tipo de alimento fornecido ao gato condiciona a alcalinização da urina. O aumento do Ph urinário favorece a formação de cristais , infeções urinárias e obstrução  urinária.

Stress:










- As alterações ambientais também são consideradas factores de stress  que facilitam o surgimento da patologia.

Tratamento do Síndrome urológico felino

Se o seu gato está obstruído ,deve ser atendido com urgência para se instaurar a terapêutica adequada .
É necessária a realização de análises bioquímicas para avaliar a função renal que pode estar gravemente comprometida (insuficiência renal aguda)

Tratamento da Síndrome Urológica Felina

O tratamento será indicado de acordo com as causas do surgimento da doença e o seu nível de desenvolvimento no animal.
- Esvaziar a bexiga do gato é a primeira abordagem para tratar o problema, e isso pode ser feito com o uso de uma sonda uretral (algalia).Em  casos mais graves , podem necessitar de uma cirurgia específica (uretrostomia)e até mesmo chegar à penectomia - que é a retirada total do pénis e a exteriorização da uretra.


Foto: algalia colocada a fim de permitir esvaziamento vesical e lavagem



- Fluidoterapia para corrigir os desequilíbrios electrolíticos e corrigir a desidratação




- Hospitalização até resolução sintomática e controlo da micção
- Antibióticos e anti-inflamatórios são frequentemente receitados para ajudar no tratamento, no entanto, o uso de medicamentos também irá depender do estado em que se encontra o animal acometido e a causa da alteração.

Prevenção:

A melhor maneira de prevenir a doença consiste em reduzir os factores de risco:

-manter uma dieta balanceada - existem dietas especificas que contribuem para a regulação do Ph da urina ,redução da formação de cristais e aumento da ingestão de água
-incentivar a ingestão de alimentação húmida como complemento à ração
-incentivar o exercício
-estimular a hidratação (uso de fontes para aumentar a ingestão de água)



-proporcionar um ambiente calmo e confortável ao seu pet.


Esteja atento às pequenas alterações de comportamento do seu animal de companhia pois a detecção precoce dos sintomas é fundamental para o sucesso no tratamento.

                                                          Artigo redigido por Luísa Nunes - Médica Veterinária 


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

CRIPTORQUIDISMO

De que se trata?

É a descida incompleta de um ou ambos os testículos dentro do saco escrotal. Os testículos descem normalmente até aos 2 meses, sendo o problema dectetado na maior parte das vezes nessa idade. O diagnóstico por vezes pode ser adiado até aos 6 meses de idade, altura em que ocorre o encerramento do canal inguinal.
O criptorquidismo unilateral é mais comum do que o bilateral e o testículo direito é encontrado retido duas vezes mais frequentemente do que o testículo esquerdo. Pode ser inguinal, e nestes casos o testículo retido é frequentemente palpável, ou abdominal, local em que é difícil palpar o testículo. No entanto, pode ser localizado por exame ecográfico.

Afecta só cães?

Não, os gatos também podem ser criptorquídeos. Nos cães afecta todas as raças mas, o Poodle Toy, o Lulu da Pomerânia, o Yorkshire, especialmente as raças toy e miniatura, têm maior risco de desenvolver a patologia. Os animais portadores NÃO devem ser utilizados como reprodutores!!!

Quais são os problemas associados ao criptorquidismo?

Existem vários problemas associados ao criptorquidismo, tais como: esterilidade (no criptorquidismo bilateral), alterações de comportamento, aumento de sensibilidade local e da probabilidade de torsão testicular. Os cães com criptorquidismo têm um risco maior de desenvolver neoplasia testicular sendo esse risco considerado 10 vezes maior do que em cães normais!!!



Figura 1 – Diferença de tamanho entre o testículo retido na cavidade abdominal (lado esquerdo) e testículo normal que se encontrava no escroto. http://www.vilanova.vet.br/wp-content/uploads/2015/08/criptorquidismo-4.jpg

Como resolver este problema?

O tratamento consiste em remover ambos os testículos (castração) uma vez que impossibilita o desenvolvimento de neoplasias testiculares e a possibilidade de transmissão genética do problema.


Se acha que o seu cão ou gato tem alguma alteração testicular contacte o seu médico veterinário!

Artigo redigido por Sara Fiorenzo - Médica Veterinária 


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

PSEUDOGESTAÇÃO

Sabe que um dos motivos para castrar a sua cadelinha é prevenir que ela sofra de pseudogestação?

Mas... o que é a pseudogestação???

A pseudogestação é no fundo uma gravidez psicológica. O seu animal vai comportar-se como se estivesse grávida, podendo até haver produção de leite e aumento do tamanho abdominal!








Esse quadro ocorre após o cio (6 a 14 semanas) e é desencadeado por uma disfunção hormonal que engana o organismo fazendo-o acreditar que há uma gestação verdadeira e acarretando alterações tanto na parte comportamental quanto física do animal. Em algumas fêmeas as mudanças são tão subtis que os donos não notam, entretanto há aquelas que apresentam mudanças mais claras.

Os sinais são o aumento do tamanho mamário, com ou sem a produção de leite, instinto de preparar ninho para o parto e a adopção de objectos (panos, chinelos, brinquedos...) como “crias”. Além disso, as fêmeas com este problema podem apresentar mudanças comportamentais como agressividade, depressão, irritação, inquietação, agitação e falta de apetite.



(httpsilverlining147.tumblr.compost100075345172clinical-physiology-canine-false-pregnancy)

A progesterona é a principal hormona relacionada com tantas mudanças. As fêmeas que fazem tratamento com hormonas similares à progesterona (pílula) ou após tratamento com prostaglandinas também podem desenvolver um quadro de pseudogestação. Uma fêmea que apresenta este problema tem alta probabilidade de passar por esta situação nos próximos cios.
A pseudogestação pode predispor ao aparecimento de diversas complicações tais como tumores e infecções/inflamações de útero (piómetra) e/ou glândulas mamárias (mastite).

Quando estes problemas surgem convém sempre consultar um médico veterinário, pois esta condição pode ser tratada. Mas mais importante do que tratar é prevenir, através da esterilização!

Artigo redigido por Rita Gonçalves - Médica Veterinária