quinta-feira, 1 de outubro de 2015

DISPLASIA DA ANCA

TEMA EM FOCO NO CLUBE ANDRÉ'S PET - SETEMBRO / OUTUBRO

OSTEOVET


O termo displasia da anca (DA), significa literalmente, formação anormal da articulação coxofemoral.

CAUSAS:

Esta doença ortopédica é muito vulgar entre os nossos pets, ou seja, é a mais comum em cães, atingindo cerca de 50 % dos animais, incidindo com mais intensidade nas raças grandes e gigantes. No entanto, são verificados vários casos nas raças de menor porte e até em gatos.

É uma doença com base genética, embora não seja congénita, ou seja, o animal não nasce com esta patologia. A genética desta doença é complexa, e a expressão fenotípica é determinada pela interação de vários genes e afectada por inúmeros factores ambientais, ou seja, é uma doença multifactorial.

FACTORES AMBIENTAIS:

- Excesso de peso - provoca um stress articular acrescido e uma sobrecarga óssea.

- Excesso de exercício físico - durante a fase de crescimento provoca contusões intra-articulares ou mesmo micro fracturas.

-Ganho de peso excessivo na fase de crescimento - um ganho de peso não proporcional ao desenvolvimento ósseo provoca sobrecarga articular.

- Habitat inadequado - um piso demasiado escorregadio provoca constantes contusões intra-articulares em várias zonas, em particular na articulação coxo femoral.

- Alimentação desequilibrada - só uma alimentação com os nutrientes em proporções corretas, permitirá um desenvolvimento adequado, quer da massa óssea, quer das cartilagens.
Para quem tem um cachorro nesta fase, independente do tamanho que este atinja, é importante que respeite um conjunto de factores, todos eles importantes e determinantes na revelação desta doença osteoarticular. 

DIAGNÓSTICO:

O diagnóstico nem sempre é fácil. Este deverá começar sempre pela história clinica do animal ou exame físico complementado com exame radiológico.
O RX deve ser realizado sob o efeito de anestesia geral ou sedação profunda para que ocorra um bom relaxamento dos músculos. O exame radiológico mais utilizado é a medição do ângulo de Norberg-Olsen.



Com base na medição deste ângulo (entre o centro da cabeça do fémur e o bordo cranial do acetábulo), na congruência articular e na conformação da cabeça do fémur, é possível emitir um diagnóstico no que diz respeito ao grau desta doença ou à ausência dela.

Podemos obter 5 graus referentes a esta doença. Desde o grau A (ausência de displasia) até ao grau E (displasia severa).

Este método de diagnóstico é recomendado pela FCI (Federation Cynologique Internacional) e pela OFA (Orthopédic Fundation of Animal).
Em Portugal, a entidade oficial de certificação da DA é a APMVEAC (Associação Portuguesa dos Médicos Veterinários Especialistas em Animais de Companhia), também ela utiliza este método para emitir a certificação.

A Clinica Veterinária de Santo André - (Barreiro) e o Andre’s Pet Veterinário - (Sarilhos Grandes), trabalham regularmente em parceria com esta entidade de certificação .



TRATAMENTO:

Existem tratamentos conservadores e cirúrgicos. No entanto, a opção por um ou outro, tem sempre como ponto de partida o grau de displasia da anca e a idade do animal em causa. Esta é uma decisão que terá de ser tomada em plena consciência, e com uma complicity entre o dono e o seu vet.
Em última análise, é sempre o animal que tem que ficar beneficiado com a opção tomada. O objectivo passa obrigatoriamente por melhorar a sua condição de vida.

O diagnóstico deste problema osteoarticular, não é de modo algum uma sentença de morte nem tão pouco um sofrimento para o resto da vida. A DA tem um maneio médico bastante eficaz, mas é crucial que se identifique precocemente este problema.

A frequência dos sintomas e a sua gravidade podem ser mitigadas pela administração de condroprotectores ou pela manipulação da taxa de crescimento e prevenção da obesidade. Desta forma, poderão manter-se articulações fenotipicamente normais até à idade adulta e uma qualidade de vida aceitável. O diagnóstico é fundamental e não se deve cair no erro de comparar casos. 

Assim, deverá fazer o despiste da displasia da anca e/ou cotovelo ou ainda outros problemas osteoarticulares numa das nossas clínicas (Barreiro ou Sarilhos Grandes) com vantagens acrescidas durante os meses de Setembro e Outubro.

Artigo redigido por Isabel Jorge - Médica Veterinária / Directora Clínica

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

NUTRIÇÃO 100% EQUILIBRADA E NATURAL

IDEAL BALANCE


Um alimento natural não garante por si só, plenitude e equilíbrio. Por essa ordem de razão, os alimentos Ideal Balance são formulados com os melhores ingredientes naturais, vitaminas, minerais e aminoácidos.

Este alimento é composto por mais de 50 nutrientes e ingredientes de elevada qualidade, por níveis adequados de vitaminas, minerais e antioxidantes para que o seu animal de companhia se mantenha saudável.

O equilíbrio alimentar é importante para uma boa saúde. O excesso de alimento pode ser tão prejudicial como a sua carência. Por isso, a Hill´s disponibiliza todas as suas receitas Ideal Balance para um equilíbrio perfeito, preenchendo as necessidades nutricionais dos cães e gatos ao longo de cada etapa das suas vidas.



Os cães e os gatos adoram o aroma apetitoso e o sabor delicioso de Ideal Balance que inclui frango fresco. Estão também disponíveis para cão e gato, produtos NO GRAINSem milho, trigo e soja, sem conservantes, aromatizantes ou corantes artificiais.



Produzidos com todos os critérios de qualidade, a Hill’s  confia à sua equipa de veterinários e nutricionistas a formulação de uma mistura perfeitamente equilibrada de ingredientes naturais para cada receita.


 Artigo redigido por Mónica Oliveira - Auxiliar Veterinária

terça-feira, 22 de setembro de 2015

MASCOPARK - 2015 - CLÍNICA VETERINÁRIA DE SANTO ANDRÉ


Queremos agradecer a amabilidade e a simpatia de todos os que nos presentearam com a sua presença neste evento. 

A tarde ajudou à festa num extraordinário dia de sol! O sucesso deste encontro deveu-se à colaboração de todos e aos exercícios acrobáticos dos nossos amigos de 4 patas.

Estes eventos são o corolário da relação de proximidade que queremos ter com todos os nossos clientes. Com os melhores cumprimentos de toda a nossa equipa, deixamos-vos alguns dos instantâneos captados neste dia.














Estamos crentes que gostou tanto como nós! Vamos encetar esforços para realizar novas sessões de Mascopark entre outros eventos. Contamos consigo e com a sua mascote. Da nossa parte, sabe que pode sempre contar connosco.


Artigo redigido por Nuno J. Francisco

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

QUERATOCONJUNTIVITE SECA




TRATA-SE DE UMA DOENÇA INFLAMATÓRIA CRÓNICA E PROGRESSIVA DA CÓRNEA E CONJUNTIVA CAUSADA PELA FALTA DE LÁGRIMA.

A LÁGRIMA TEM A FUNÇÃO DE NUTRIR E PROTEGER A CÓRNEA . O DÉFICIT NA SUA PRODUÇÃO RESULTA EM GRAVES CONSEQUÊNCIAS NA FUNÇÃO VISUAL.
CAUSAS:
- AUTO-IMUNE
- TÓXICA
- REMOÇÃO CIRÚRGIA DA GLÂNDULA DA TERCEIRA PÁLPEBRA
- LESÃO DE NERVOS FACIAIS
- DEFEITOS CONGÉNITOS
- DOENÇAS ENDÓCRINAS (HIPERADRENOCORTICISMO, HIPOTIROIDISMO, DIABETES)

SINTOMAS:
- CORRIMENTO OCULAR
- SECREÇÃO OCULAR MUCOIDE
- BLEFAROSPASMO (DOR)
- PISCAR DOS OLHOS
- CONJUNTIVITE
- QUERATITE
- PERDA DE BRILHO DA CÓRNEA SEGUIDA DE NEOVASCULARIZAÇÃO E PIGMENTAÇÃO
- ÚLCERAS DA CÓRNEA 
- CEGUEIRA SECREÇÃO 

MUCOIDE E NEOVASCULARIZAÇÃO DA CÓRNEA



ÚLCERA DA CÓRNEA



RAÇAS PREDISPOSTAS:
- COCKER SPANIEL AMERICANO
- BULDOG INGLÊS
- SCHNAUZER MINIATURA
- ENGLISH SPRINGER SPANIEL
- SHI-TSU
- BOSTON TERRIER
- SAMOYEDO
- PUG
- WEST HIGHLAND WHITE TERRIER
- YORSHIRE

DIAGNÓSTICO:
-TESTE DE SHIRMER (mede a produção de lágrima)



TRATAMENTO:
(dependendo da causa)
- HIDRATAÇÃO DA CÓRNEA
- LÁGRIMAS ARTIFICIAIS
- ANTIBIÓTICO SE HOUVER INFECÇÃO SECUNDÁRIA
- ANTI-INFLAMATÓRIO QUANDO EXISTE NEOVASCULARIZAÇÃO
- FÁRMACOS IMUNOSSUPRESSORES SE A CAUSA É AUTO-IMUNE
- CIRÚRGICO SE O TRATAMENTO MÉDICO É INEFETIVO

REALIZE PERIODICAMENTE UM EXAME OFTALMOLÓGICO AO SEU ANIMAL DE COMPANHIA.
O DIAGNÓSTICO PRECOCE É PERENTÓRIO PARA A FUNÇÃO VISUAL.

Artigo redigido por Ana Luísa Nunes - Médica Veterinária


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Requisitos Alimentares dos Roedores Domésticos

O fornecimento de uma dieta equilibrada e adequada ao seu companheiro roedor é essencial à sua saúde, tratando-se ele um coelho, um hamster, um porquinho-da-índia, um chinchila, uma ratazana ou um rato.

Os coelhos devem ser alimentados com uma pequena quantidade de pellets com alto teor em fibra (um mínimo de 18%) e com uma grande variedade de vegetais, incluindo verduras folhosas, como salsa e coentros, raízes e tubérculos. Nunca esquecer que o feno é uma componente essencial da alimentação.

Os hamsters podem subsistir bastante bem sob uma dieta à base de alimentação comercial para roedor (24% de proteína), suplementada com vegetais e uma pequena quantidade de fruta. A reter que dietas à base de sementes predispõem ao desenvolvimento de deficiência em vitamina E.

Os chinchilas apresentam uma dieta natural constituída por gramíneas, folhas, e casca de pequenos arbustos. Em cativeiro, deverão sem alimentados com 1 a 2 colheres de sopa de alimento comercial de alta qualidade, específico para chinchila ou pellets de coelho, feno de gramíneas e pequenas quantidades de vegetais frescos.

Os porquinhos-da-índia necessitam de fornecimento exógeno de vitamina C. Este suprimento vitamínico pode ser alcançado por meio de alimentação comercial específica para porquinho-da-índia e de pequenas quantidades de fruta e vegetais. Também deve ser disponibilizado feno.



As ratazanas e os ratos são omnívoros, devendo ser alimentados com uma dieta à base de pellets para roedores, contendo um mínimo de 16% de proteína bruta e 4 a 5% de gordura. Dietas ricas em sementes devem ser evitadas pelo facto de promoverem o desenvolvimento de obesidade. A longevidade é aumentada por meio de regimes alimentares ricos em proteína vegetal e pobres em gordura.



Artigo redigido pela Drª Filipa Mira - Médica Veterinária

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

OS EFEITOS DO CALOR



Agora que o calor veio para ficar, são frequentes os passeios ao ar livre, na praia ou no campo na companhia dos nossos animais. No entanto, o sol e o calor escondem perigos que podem levar dos mais incautos.
Quando vítima de um golpe de calor (insolação) a temperatura corporal de um cão aumenta acima do normal. Ao contrário dos humanos, que conseguem transpirar pela pele, os cães transpiram apenas através das almofadas plantares e "perdem calor" através dos pulmões, aumentando a sua frequência respiratória. Não raro, o aumento da ventilação pulmonar não é suficientemente eficaz para baixar a temperatura corporal. Temperaturas corporais acima dos 41ºc devem ser consideradas como emergências médico-veterinárias, podendo desencadear múltiplas falhas nos órgãos internos ou fatalidades irreversíveis.
Entre os animais mais predispostos ao golpes de calor, destacam-se os mais obesos, os mais idosos e os mais jovens. Além disso, todos aqueles que sofrem de problemas cardiovasculares ou respiratórios (sobretudo animais de focinho achatado), os de pêlo longo e os que já têm um historial clínico de susceptibilidade às temperaturas elevadas, vivem em maior riscod e contrair um golpe de calor quando expostos a condições propícias.
A prevenção é a melhor forma de evitar este grave quadro clínico. Nos dias de temperatura elevada, quer na primavera ou verão, mas também no resto do ano, há certas recomendações que deve ter em conta. A prevenção, além de ajudar o seu animal a tolerar melhor os períodos de maior risco, pode inclusivamente salvar-lhe a vida. Atente aos seguintes conselhos:
- Tenha sempre consigo água limpa e fresca (existem bebedouros portáteis que se adaptam a qualquer garrafa de água);
- Nunca deixe o seu animal preso ao sol ou dentro de um automóvel com as janelas fechadas. Um automóvel estacionado ao sol pode facilmente atingir os 50ºc! Quando viaja, deve manter as janelas ligeiramente abertas para o ar circular ou ligar o ar condicionado. No entanto e mesmo com estes cuidados, deve parar no mínimo de 2 em 2 horas para oferecer um pouco de água fresca ao animal (não em excesso pois ele pode vomitar);
- Escolha as alturas mais frescas do dia (pela manhã ou ao entardecer) para passear ou exercitar o seu animal; se ao brincar,   notar que o seu cão arfa, pare de brincar com ele.



Os sinais clínicos de um golpe de calor são:
- Temperatura rectal alta.
- Cansaço e fraqueza muscular.
- Respiração ofegante ou difícil. 
- Pele muito quente.
- Batimento cardíaco acelerado.
- Salivação excessiva. 
- Agitação/sinais de ansiedade. 
- Espuma na boca.
- Gengivas secas e vermelhas
À medida que o quadro evolui, podem surgir sinais de apatia severa, vómitos, diarreia, confusão ou descoordenação, tremores ou mesmo coma.

Perante esta situação, deve molhar gradualmente todo o corpo do seu animal com água fria para o tentar arrefecer ou embrulhá-lo em toalhas molhadas e transportá-lo de imediato até ao seu veterinário, de forma a evitar o estado de choque, problemas de coagulação, insuficiência renal ou alterações cardíacas graves.

O golpe de calor requer uma urgência médica. Se negligenciar esta situação, e não procurar ajuda junto do seu médico veterinário pode perder o seu amigo de 4 patas.

Artigo redigido por Andreia Vilhena - Enfª. Veterinária

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA

O que é a Cardiomiopatia Hipertrófica?

A Cardiomiopatia Hipertrófica (CMH) é a doença mais comummente encontrada nos nossos amigos gatos. É uma doença que afecta o músculo cardíaco (miocárdio) tornando-o mais espesso, fazendo com que o coração deixe de conseguir bombear sangue de forma eficaz.


A CMH é mais frequente em algumas raças – principalmente raças de pêlo comprido



Quais são os sintomas?

Os sintomas da CMH são geralmente resultado da insuficiência cardíaca, manifestando-se através de:
- Dificuldades respiratórias com aumento da frequência respiratória e do esforço para respirar
- Aumento da frequência cardíaca.
- Debilidade e letargia.
- Perda de apetite.
- Desmaio.
- Morte súbita.


Em alguns casos, a CMH pode causar coágulos de sangue que geralmente se alojam no extremo da aorta. Os gatos que sofrem um tromboembolismo aórtico ficam subitamente paralisados nos membros pélvicos, apresentando dificuldades de locomoção. Esta condição é extremamente dolorosa para o seu gato.

Uma detecção precoce desta doença pode ajudar a evitar o aparecimento de tromboembolismos arteriais


A CMH é diagnosticada através da realização de uma ecocardiografia, um exame ao coração por meio de ultra-sons.
O tratamento passa por controlar os sintomas da insuficiência cardíaca e não existe, actualmente, cura para a doença. No entanto podemos ajudá-lo a prevenir alguns sintomas, antes do seu aparecimento.


Marque já uma consulta de cardiologia para o seu animal na Clínica Veterinária de Santo André (Barreiro) ou no André's Pet Veterinário (Sarilhos Grandes). Aconselhe-se com o seu médico veterinário acerca dos exames complementares necessários.

Artigo redigido por Rita Gonçalves - Médica Veterinária