quinta-feira, 6 de outubro de 2016

OSTEOCONDRITE DISSECANTE (OCD)

Osteocondrite dissecante (OCD)


Afinal o que é a OCD?

Trata-se de uma condição patológica da cartilagem articular resultante de distúrbio na ossificação endocondral, causando fissuras na cartilagem e levando à formação de um flape que fica em muitos casos livre na articulação, degenerando-a e causando dor. Desenvolve-se mais em animais de porte médio ou grande, principalmente em cães machos, uma vez que tendem a ter crescimento mais rápido do que as fêmeas. Há maior incidência em animais entre os 5 e 7 meses de idade.

Figura 1 – Articulação com osteocondrite dissecante. (http://petbyser.blogspot.pt/2015/01/osteocondrite-dissecante. html)


Causas

Deve-se a um conjunto de vários fatores tais como: distúrbio da ossificação endocondral e espessamento da cartilagem articular, traumatismos, excesso de massa corpórea, exercícios vigorosos, hereditariedade e suplementação excessiva em cálcio e vitamina D.

Sintomas

A OCD é uma das causas mais importantes de claudicação em cães jovens daí o diagnóstico precoce ser essencial para o sucesso no tratamento. O início da claudicação pode ser súbita ou gradual, e pode envolver um ou mais membros tornando-se pior após o exercício. Outros sintomas são: o animal tornar-se incapaz de suportar peso no membro afetado, ocorrência de inchaço na(s) articulação(ões) e dor nos membros, especialmente na manipulação de articulações envolvidas. Em casos de claudicação crónica há atrofia dos músculos desse membro.

Figura 2- Exame ortopédico http://archive.content.aah.net.au/files/images/vet-checking-dog-leg.jpg


Diagnóstico

O seu cão deve ser submetido a um exame ortopédico completo, com especial atenção para os membros que o estão a incomodar. A radiografia é a melhor ferramenta para o diagnóstico do problema; o seu médico veterinário realizará vários raios-x das articulações e ossos afetados para verificar da melhor maneira qualquer anormalidade. A tomografia computadorizada (CT-scan), ressonância magnética (MRI) e a artroscopia também são ferramentas úteis de diagnóstico para visualizar a extensão de quaisquer lesões internas.


Tem tratamento?

O tratamento mais indicado para OCD é o tratamento cirúrgico, a osteocondroplastia, que tem como objetivo remover todos os fragmentos de cartilagem da lesão, através da exposição da articulação e curetagem da porção lesada.

Prognóstico

O pós-operatório requer restrição de actividade durante 2-4 semanas, com pequenas caminhadas após este período. Alguns cães podem continuar com discreta claudicação ocasional mas regra geral o prognóstico para pacientes tratados cirúrgicamente é muito bom.



Figura 3- O repouso pós-cirúrgico é muito importante para o sucesso do tratamento. http://rockysretreat.com/rrmedia/dog-sleeping-on-couch-web-sized.jpg
 
 




Esteja atento ao seu cachorro e informe-se com o seu médico veterinário !


 Artigo redigido por Sara Fiorenzo - Médica Veterinária 

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

OMNICONDRO

 OMNICONDRo

Com o passar dos anos, a saúde articular do seu animal de estimação tem tendência a degenerar, muitas vezes causadas por excesso de peso, acidentes, enfermidades congénitas ou simplesmente envelhecimento. É importante proporcionar ao seu cão o máximo de bem estar, Omnicondro ajuda nesse sentido.

OMNICONDRO é o tratamento condroprotector para todas situações de desgaste articular que proporciona maior eficácia e rapidez de resultados, porque contém a mais alta concentração de glicosaminoglicanos (glucosamina e condroítina), contém anti-oxidantes (Vit. C e Vit. E), contém extractos herbáceos anti-inflamatórios (Urtica e Harpago) e contém todos os cofactores bicatiónicos necessários à reconstrução da cartilagem.
Graças à sua formulação, super palatável, pode ser administrado com ou sem alimentação.




 Em que situações está indicado o Omnicondro?

 Situações clínicas:
 . Degenerescência da cartilagem articular e artroses.
 · Em animais com desgaste articular devido a exercício intenso, excesso de peso ou idade avançada.
· Afecções articulares pós-traumáticas

 Situações de prevenção:
· Quando há necessidade de imobilização das articulações por ligaduras, cirúrgia e outros motivos. Nestes casos administra-se Omnicondro durante e após a imobilização, até que a função articular esteja completamente recuperada.
· Nos animais em período de crescimento como factor para um melhor crescimento articular. Especialmente recomendado em raças grandes de crescimento rápido e em raças predispostas à displasia da anca.


Eficácia do Omnicondro:

Em ensaios realizados Omnicondro provou ser eficaz como elemento importante no protocolo de tratamento e controlo de problemas articulares (1).

O caso clínico seguinte é um dos exemplos mais demonstrativos1.

1. Ancas de um cachorro BorderCollie com 8 meses mostrando já má conformação, mas ainda sem sinais sérios de artrite. Até aos 4 anos de idade apresentou um agravamento clínico com claudicação intermitente por vezes acentuada. Além de exercício descontrolado e administração ocasional de antiinflamatórios nada mais foi feito.



2. O mesmo animal aos 4 anos de idade evidenciando uma deterioração grave da sua condição com sinais claros de artrite e espessamento do colo do fémur. Apesar da situação grave este animal entrou num regime similar ao recomendado no Omnicondro com exercício diário e moderado, passando a ter uma qualidade de vida aceitável com  ocasionais agudizações rapidamente controláveis com anti-inflamatórios.



As osteoartrites, como a displasia da anca, são em grande medida processos irreversíveis, pelo que a abordagem médica deve ter como objectivo apenas parar ou abrandar o processo degenerativo de destruição da cartilagem. Uma vez controlado este processo de desgaste a qualidade de vida do animal deve melhorar devido ao controlo da inflamação e da dor na articulação.


Omnicondro é o mais potente e rápido condroprotector, devido à sua composição
completa e altamente concentrada:

Resultados evidentes ao fim de 2 a 3 semanas

Recomenda-se o exercício moderado concomitantemente.


                                                        Artigo redigido por Mónica Oliveira - Auxiliar Veterinária

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

ÓMEGAS


O que são os ómega 3?


Os ómega 3 são um conjunto de gorduras polinsaturadas  que são anti-inflamatórios e fundamentais em diversas funções no corpo.
O ácido linolénico (ALA) é uma gordura que o corpo não consegue produzir, tendo de ser necessariamente consumido pela alimentação ou suplementação. Diz-se por isso que é um ácido gordo essencial.
A partir do ALA, o corpo produz EPA (ácido eicosapentaenóico) e a partir deste produz DHA(ácido docosahexaenoico), que são ambos ómega 3.

São encontrados em maior quantidade em alimentos como peixes, frutos do mar e óleo de peixe.








 Para que serve o EPA e DHA?

EPA é importante pela sua ação anti-inflamatória, pois atua na produção de substâncias anti-inflamatórias chamadas prostaglandinas E3.
 O EPA pode apresentar benefícios para a saúde cardiovascular e para a circulação já que além de ser anti-inflamatório, também pode impedir que as plaquetas se unam formando trombos (coágulos) que podem causar trombose e derrame cerebral (AVC).

DHA é considerado um óptimo alimento para o cérebro.
Possui propriedade antioxidante e pode impedir a formação de substâncias deletérias para o cérebro e aumentar a produção de substâncias anti-inflamatórias e neuroprotetoras, tendo efeito preventivo contra doenças neurodegenerativas .


 5 razões para administrar ácidos gordos ao seu animal :

- Controlo de dor e inflamação em patologias degenerativas
- Controlo de prurido, seborreia ,perda exagerada de pêlo
- Acção hipotrigliceridémica (reduz o nível de gorduras no sangue)
- Acção anti-trombótica
- Minimiza o avanço da disfunção cognitiva em animais geriátricos
- Melhora a aprendizagem em animais jovens







 Quando devo administrar ácidos gordos ao meu animal de estimação?


Os ácidos gordos contêm antioxidantes sendo recomendados como suporte nutricional na renovação tecidular saudável, em fases de crescimento rápido de cães e gatos jovens, para animais com uma elevada atividade física ou geriátricos, acompanhados de desgaste articular e como suporte nutricional com lesões tecidulares e com processos degenerativos.



A suplementação em qualquer fase da vida do animal é benéfica e a administração pode ser feita de forma continuada ou cíclica consoante indicação médica.

Artigo redigido por Luísa Nunes - Médica Veterinária


terça-feira, 6 de setembro de 2016

DISPLASIA DO COTOVELO

Setembro e Outubro são os meses do Osteovet, em que promovemos a saúde osteoarticular e muscular. Durante estes meses aproveitamos para fazer diagnóstico das displasias da anca e do cotovelo.
Toda a gente já ouviu falar da displasia da anca, mas…
…o que é a displasia do cotovelo?


DISPLASIA DO COTOVELO


A DC é uma síndrome que inclui várias condições que resultam de uma incongruência da articulação, eventualmente conduzindo a uma doença articular degenerativa (DAD). É uma doença hereditária, que afecta principalmente cães de raças grandes a gigantes.




Afecta 17,8% de labradores retriever e mais de 70% de bouvier bernois. Esta doença tem uma apresentação bilateral em 35% dos cães afetados.

A displasia do cotovelo abrange múltiplas anomalias de crescimento da articulação úmero-rádio-ulnar, todas elas conduzindo a osteoartrite:
- não união do processo ancóneo (UAP),
- osteocondrite dissecante (OCD) da porção medial dos côndilos umerais,
- fragmentação do processo coronoide medial (FMCP),
- não união do epicôndilo medial do úmero.
Várias doenças podem coexistir na mesma articulação e o processo de desenvolvimento de cada uma das suas causas/fatores/etiologias é independente.


(hampdenfph.com)

O primeiro sinal clínico ocorre frequentemente após a fase de rápido crescimento, entre os 4 e 6 meses de idade, mas pode também manifestar-se mais tarde.
Sem tratamento, a DC conduzirá inevitavelmente ao desenvolvimento de OA das articulações afetadas, sendo esta progressão da doença caracterizada por claudicação em cães muito jovens!


A elevada prevalência e efeitos devastadores da DAD do cotovelo justificam a necessidade de um rastreio preventivo e tratamento precoce!

Artigo redigido por Rita Gonçalves - Médica Veterinária

FEBRE DA CARRAÇA

FEBRE DA CARRAÇA

O que são carraças?

São parasitas externos que se alimentam do sangue do hospedeiro e podemos encontrá-las em cães, gatos, gado, equinos, suínos e animais silvestres.  A “febre da carraça” é uma zoonose, ou seja, uma doença que atinge o Homem, tornando-se assim um problema de saúde pública.

Porque são tão prejudiciais à saúde?

A perigosidade das carraças advém dos vários mecanismos que estas têm para provocar a doença ou lesão no hospedeiro:
- Lesões pela acção das suas peças bucais na pele;

Figura – Carraça ixodidaehttps://www.combatbugs.com/sites/default/files/tick_istock_00001625 1949xsmall.jpg

- Efeitos tóxicos provocados pelas neurotoxinas presentes na saliva das carraças que podem causar a paralisia do hospedeiro;
- A sua capacidade de ingestão de grandes quantidades de sangue, pode levar à anemia e a um estado de debilitação generalizado;
- Transmissão de outras doenças causadas por protozoários, bactérias e vírus.

Que doenças podem transmitir as carraças?

Existem diferentes espécies de carraça que podem transmitir uma ou várias doenças aos cães:
Babesiose-  Doença causada pela Babesia canis e B. gibsoni, caracterizada por febre, anorexia e anemia. É fatal, se o cão não for tratado a tempo.
Borreliose ou Doença de Lyme- Das zoonoses transmitidas por carraças esta é uma das que merece mais destaque. É causada pela bactéria Borrelia burgdorferi que produz quadros de febre, anorexia, poliartrite, miopatias e adenopatias.
Ehrlichiose- Doença causada pela bactéria Ehrlichia canis que, na fase aguda, causa febre, problemas respiratórios, edema e vómitos.

Como posso prevenir a doença no meu cão?

Para manter as carraças bem longe, deve-se recorrer a desparasitantes que tenham acção a nível externo, tais como comprimidos, pipetas e/ou coleiras que tenham uma acção repelente para evitar que piquem o seu animal de estimação e que as matem caso se consigam agarrar ao seu pet. Também existem vacinas que garantem imunidade contra alguns agentes da febre da carraça, no entanto, como não existem vacinas para todos os agentes o melhor é evitar as picadas. A forma mais eficaz de prevenir esta doença é mesmo através do controlo das carraças transmissoras.

Verdadeiro ou falso?

Se o meu cão tiver febre da carraça vai-me infectar? FALSO.
É importante saber que não são os animais que mantemos próximos de nós que nos transmitem a febre da carraça. A febre da carraça só pode ser transmitida pela própria carraça. Um cão com febre da carraça não vai transmitir a doença ao dono.

Em climas quentes as carraças estão activas durante o ano todo? VERDADEIRO.
As carraças podem estar activas no Inverno, especialmente se a temperatura estiver acima dos 7ºC!

As carraças saltam de um animal para o outro? FALSO.
As carraças só podem rastejar.

Este parasita terá tendência a proliferar no nosso país? VERDADEIRO.
Haverá uma tendência para o aumento destes parasitas quer pelo crescente número do efectivo animal, nomeadamente de cães e gatos abandonados, quer pelo nosso clima cada vez mais quente, devido ao aquecimento global.


Recorde-se que ao desparasitar o seu animal não está só a protegê-lo mas também a si, à sua família e a quem contacte com o seu pet! Fale com o seu Médico Veterinário para mais esclarecimentos acerca desta doença

Artigo redigido por Sara Fiorenzo - Médica Veterinária

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Comportamento Animal

BOM COMPORTAMENTO!

GOTAVA QUE O SEU CÃO TIVESSE UM COMPORTAMENTO EXEMPLAR INDEPENDENTEMENTE DAS SITUAÇÕES?

       Muitos cães por variadíssimas razões apresentam comportamentos inadequados perante determinadas situações. O stress o medo e até o pânico que muitos animais apresentam advém de má socialização, traumas, experiências negativas e até mesmo protecção inadequada.

       No entanto o sonho de qualquer dono é ter um cão obediente tranquilo e reagir adequadamente a qualquer estimulo adverso. Mas para que tudo isto aconteça é necessário que o cão se sinta confiante. Grande parte da confiança que o animal adquire é nos 1º meses de vida, inicialmente com a mãe e posteriormente com o seu dono.  Muitos são os factores que influenciam um cachorro no seu processo de socialização ainda em tenra idade. O dono por falta de conhecimento por vezes apresenta-lhe os estímulos de uma forma abrupta e pouco sequenciada, com ausência de reforços positivos. Nesta fase inicial da vida em que um cachorro inicia a sua socialização, deve sentir-se confiante e satisfeito.

Existem no mercado hormonas e outros produtos que ajudam o seu cão a adaptar-se melhor à vida dos nossos dias. Estes produtos criam um efeito calmante, auxiliando-o, a si, a lidar com comportamentos caninos andejados tanto na fase de socialização como na fase adulta.



                                       

Os eventos de todos os dias podem significar desconforto todos os dias.

Situações aparentemente simples podem aborrecer o seu cachorro ou cão- pessoas novas, viagens de carro, ficar sozinho em casa, fogos de artificio, ir ao cabeleireiro, um banho, um novo animal em casa, até mesmo uma trela nova. O seu comportamento pode ser o resultado de como eles tentam lidar com essas situações:

- Encolhem-se
- Escondem-se
- Ladrar excessivo e ganidos
- Necessidades fisiológicas dentro de casa
- Destruir coisas em casa
- Tentativa de agressão
- Lamber-se e bocejar de forma continua etc.
- Raspar com a pata no dono …etc

CACHORROS:

Agora já pode ajudar os cachorros a tornar-se cães sociáveis ajudá-los a sentirem-se confiantes e seguros enquanto aprendem tudo sobre o mundo à sua volta.

CÃES ADULTOS:

Cães com problemas relacionados com stress e se não tratados, podem causar problemas de saúde.

Existe uma vasta gama de produtos, desde ambientadores para casa , coleiras  comprimidos , pastas etc.
Exponha-nos o seu problema, para adequar o tratamento ao distúrbio apresentado.


       Artigo redigido por Isabel Jorge - Médica Veterinária

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

LASERTERAPIA

LASERTERAPIA

Como o próprio nome indica, a laserterapia é uma técnica utilizada para tratar ou aliviar uma doença que utiliza como base a emissão de laser local. É indolor e permite criar um plano de terapia à imagem do paciente e da patologia que o afecta.
A terapia com laser encontra-se indicada em diversos casos, tais como displasia da anca, artrite, lesões cutâneas, cistite idiopática, otite, gengivite, doença periodontal, etc.


Esta nova técnica tem suscitado cada vez mais interesse, não apenas pelo facto de poder ser utilizada em muitas situações, mas também por ter vantagens sobre a maioria das técnicas pré-existentes. A laserterapia tem um processo de tratamento não invasivo, de rápida aplicação e a recuperação de animais submetidos ao tratamento é mais célere do que quando são utilizados fármacos ou outro tipo de tratamentos. Esta ferramenta é ainda de extrema importância quando a terapia farmacológica se encontra contra-indicada.
O procedimento é muito rápido, durando em torno de segundos a poucos minutos em cada local lesionado, não provocando nenhuma espécie de efeito colateral no animal.

Mas afinal... o que faz o laser?

O laser aumenta a actividade celular sistémica, ocorrendo degranulação de mastócitos ou aumentando a permeabilidade capilar, dependendo do tipo de laser. Além disto, o citocromo das células absorve a luz emanada, aumentando a actividade mitocondrial. Há, assim, um aumento da microcirculação local e da actividade celular, de maneira a reparar a lesão.






No entanto, o laser não está indicado em todas as situações, havendo mesmo ocasiões em que a laserterapia está contra-indicada.



Ninguém melhor do que o seu médico veterinário para lhe indicar se o tratamento com laser poderá beneficiar o seu animal. Venha experimentar ou informar-se connosco!


                                                                   Artigo redigido por Rita Gonçalves - Médica Veterinária