quinta-feira, 14 de abril de 2016

ALGUMAS QUESTÕES SOBRE GROOMING





O grooming é um procedimento de higiene e beleza como banho, cuidados de corte de unhas, corte do pelo e outros recursos que melhoram a aparência do seu animal, mediante a utilização de tesouras, máquinas, e produtos de beleza.

Todos os animais beneficiam com uma escovagem regular, por isso, garanta que tem tempo para lhes disponibilizar isso. Além de remover o pelo morto, a escovagem é boa para a pele e reduz a probabilidade de o seu animal ter parasitas, como pulgas e carraças.

Após uma breve explicação de o que é o grooming e dos benefícios que o seu animal tem em ser escovado e em fazer uma visita mais regular ao seu groomer, escrevo este artigo que irá ser direccionado tanto para nós profissionais como para os donos comuns, pois como muitos de vós saberão, muitos animais não sabem quando têm de estar quietos na visita ao groomer.
Através deste artigo quero que entendam e vejam os porquês das acções que são executadas muitas vezes no nosso VET SPA.

Quantos de vós não conseguem sequer cortar as unhas ao vosso animal de estimação, porque ele não para quieto ou porque tem medo que ele se mova e o magoem ? Bom, connosco não é diferente, apesar de conhecermos algumas técnicas que podem ajudar. Apesar disso, por vezes, temos mesmo de pedir ajuda a alguém para controlar o animal.


O porquê de muitas vezes não solicitar a ajuda dos donos ?


Muitos médicos veterinários têm auxiliares que os ajudam não só a efectuar tratamentos, como a segurar nos animais. Mas em grooming raramente temos auxiliares, muitos de nós trabalhamos sozinhos e, por muito boa vontade que o dono tenha, normalmente não é um bom assistente. 

Por vezes não sabe, segura o animal nos sítios onde precisamos mexer ou que acabamos de escovar, o animal porta-se mal e o dono enerva-se, o animal sente o dono enervado e entra em stress, estão com certeza a ver onde quero chegar. Raro é o animal que se porta bem com o dono presente, não é de todo seguro para o animal nem para nós.


A falta de habito dos animais a serem manipulados


Digo muitas vezes aos donos que é muito importante haver uma escovagem e um trabalho na higiene em casa por parte dos donos, pois cria uma ligação entre ambos e até uma habituação ao processo por parte do animal. Passo esta informação porque muitas vezes me chegam animais que se vê perfeitamente que não estão minimamente habituados a serem manipulados ou manejados, o que dificulta imenso nas visitas ao groomer e o bom decorrer do nosso trabalho com o animal.


O porquê dos vários métodos e auxiliares de contenção


Muitas vezes ao longo do curso e ao longo de todos os trabalhos que já realizei na profissão me questionam acerca dos laços de grooming usados no pescoço do animal. Se não magoa, se não sufoca o animal ?

Não, não magoa, nem sufoca, quando estamos a trabalhar no animal é muito importante ter o animal preso, pois evita que salte de cima da bancada ou mesmo de dentro da banheira e se magoe, pois pode cair mal e magoar-se á seria.

Nós não colocamos laços nos animais por capricho ou por crueldade. Existem os métodos e meios de contenção, que se utilizam e devem ser sempre utilizados, para nossa segurança, mas acima de tudo para a segurança dos nossos clientes.


Uma regra importante, NUNCA deixar o animal sozinho em cima da mesa


É a primeira regra a ter de ser garantida, mas temos sempre de ir buscar qualquer coisa ou baixar-nos para apanhar uma escova ou um pente, e é ai que o laço é bastante útil, mas mesmo assim eles estão sempre a ver quando é que nos apanham distraídos para tentarem escapar.


A importância do uso de açaime


Muitas vezes questiono o dono se o animal morde, não questiono isto por estar a insinuar que o animal é mau, nada disso. Pergunto isto por uma questão de minha segurança e do próprio animal. O animal pode nunca ter mordido no seu dia a dia, mas pode morder quando vai a “tosquia”, pois a maioria dos animais não gosta da dita tosquia nas patas, ou mesmo no focinho por uma questão de cócegas, não de dor e ai pode morder !

Por esta razão eu pergunto se morde que é para quando tosquiamos a zona das patas, focinho e outras zonas mais sensíveis colocar o açaime no animal em questão.
Eu sei que os donos detestam ver o seu mais que tudo com o açaime na boca, é verdade, mas e se eu tiver uma tesoura na mão e o seu animal se magoar a sério por ter mordido na hora errada?

Temos de pensar que uma dentada pode ser insignificante, mas também pode ser muito grave, tanto para quem o está a manipular como para ele próprio.

Como dona, compreendo que visualmente alguns dos métodos acima descritos possam ser estranhos, mas lembre-se que eles foram desenvolvidos especificamente para este fim, e acima de tudo para os manter mais seguros. 

Artigo redigido por  Ana Bispo - Groomer

segunda-feira, 4 de abril de 2016

LEUCEMIA FELINA

LEUCEMIA FELINA





Sabia que a Leucemia é uma doença infecciosa que pode comprometer gravemente a saúde do seu animal e reduzir a sua esperança de vida?
A leucemia ou leucose felina é classificada como a doença vírica com maior taxa de mortalidade entre gatos em todo o mundo.

- Etiologia:

Trata-se de uma doença causada por um vírus (retrovírus semelhante ao HIV humano) que produz uma enzima que lhe permite inserir o seu matetial genético nas células do gato ,impedindo que o seu sistema imunológico funcione de forma adequada e tornando-o mais susceptível a infeções .

- Diagnóstico:

Faz-se através de analítica sanguínea e os animais devem ser testados a partir dos 6 meses de idade

- Transmissão:

-pode ocorrer por contacto com secreções nasais ,saliva(lambedura/mordedura), lágrimas ,fezes e urina
-pode ocorrer via transplacentária em gatas gestantes ou através do leite materno

- Sintomatologia:

-Perda de peso
-depressão
-palidez das mucosas



-secreção nasal e ocular persistente
-gastroenterites
-infeções recorrentes
-pêlo baço
-tumores em células linfáticas
-Hipertermia



-infeções crónicas da boca
 -5 a 15% dos gatos infectados são assintomáticos (não manifestam sintomatologia clínica) mas são portadores e podem transmitir a doença
-a infeção é responsável por 30% dos óbitos por cancro em gatos

- Tratamento:

Não existe cura para esta doença de forma que o tratamento consiste em administrar imunoestimulantes ao longo de toda a vida do animal

- Prevenção:

A prevenção é vacinal e é recomendada em todos os gatos com acesso à rua ou com possível contacto com gatos portadores


Consulte-nos e proteja o seu gatinho!

Artigo redigido por  Ana Luísa Nunes  - Médica Veterinária

quinta-feira, 24 de março de 2016

CIRURGIA - A DRA. ISABEL JORGE NA PRIMEIRA PESSOA

CIRURGIA 

O PORQUÊ DO PREÇO?




Enquanto médica veterinária, alicerçando-me na minha prática clinica, deparo-me invariavelmente com diferentes necessidades cirúrgicas, sejam elas do foro terapêutico, paliativo ou preventivo.
Não raras vezes, sou confrontada com um conjunto de interrogações por parte de alguns donos de Pets que nos visitam para uma intervenção cirurgica. Entre elas, destaco:

- «O valor não é muito alto para uma cirurgia?»
- «Tenho de o deixar tantas horas?»
- «Posso vir busca-lo assim que termine a cirurgia?»
- «São necessários tantos cuidados adicionais?»

Quando falamos em cirurgia, não devemos focar-nos apenas no acto cirúrgico, mas num conjunto de procedimentos que absorvem várias horas. O processo que decorre desde a entrada do Pet na clínica até ao regresso no conforto do seu lar, é consubstanciado com inúmeros pormenores, todos eles importantes para o sucesso de qualquer intervenção.
Para que a cirurgia tenha a qualidade que lhe é exigida, é implicada um vasto leque de técnicas e fármacos que se aliam ao trabalho técnico da médica-cirurgiã.

No meu caso, são 20 anos de experiência, reforçados com constantes actualizações e formação profissional ministrada nos polos mais avançados da medicina veterinária.
Em suma, eu sou o amanhã para que hoje possa responder com a qualidade exigida a qualquer solicitação programada ou urgente. Este é o selo que marca a diferença e a excelência do meu trabalho e do projecto que partilho com a minha equipa.

Sempre que um Pet é sujeito a uma cirurgia, todo o corpo clínico é envolvido nesse procedimento, entre quadros médicos, de enfermagem e auxiliar.
Neste contexto, todo o paciente que se submete a uma cirurgia, passa por um controlo médico prévio, onde é sujeito a uma avaliação médica exaustiva com exames complementares de diagnóstico tendo em conta as suas características, idade, estado de saúde, raça e o seu histórico clínico.

Após a realização deste protocolo, será comunicada ao dono a informação recolhida bem como o diagnóstico pré e pós-cirúrgico aferido pelo corpo clínico.
No dia agendado para a cirurgia, solicitamos ao dono a assinatura do termo de responsabilidade para a administração da anestesia geral. Ser-lhe-ão esclarecidas todas as dúvidas ou questões que subsistam.
Depois destes procedimentos, o Pet será encaminhado para o internamento.
Antes de qualquer procedimento, a médica assistente do Pet, em síntese, aborda o caso com a cirurgiã, onde se volta a discute e percorre o caso clinico do paciente e é feita nova avaliação médica.

Ainda no internamento, o paciente é cateterizado na veia. É-lhe administrado a fluidoterapia e os fármacos necessários à sedação.
Após a tranquilidade adquirida com a sedação, realiza-se a tosquia da zona a intervencionar, representado a primeira fase da higiene cirúrgica. Concluído este processo, o paciente é encaminhado para o bloco operatório.
O bloco operatório está equipado com todos os meios necessários e exigidos a uma prática cirúrgica de elevado padrão técnico. À semelhança da medicina humana, também praticamos anestesia volátil, a qual nos permite uma monotorização cirúrgica optimizada.
Quando o Pet entra no bloco, são-lhe administrados fármacos de indução anestésica e é feita a entubação. A partir deste momento todos os parâmetros do paciente passam a ser monitorizados e controlados.

Neste momento, o Pet encontra-se sobre um colchão aquecido que permite manter a sua temperatura. A fluidoterapia é monitorizada por uma bomba infusora que controla de forma rigorosa as necessidades de fluidos do paciente. Este estará também ligado a um monitor que lê os dados do paciente: - (traçado e.c.g., temperatura, pulsioximetro, capnógrafo ou pressão arterial).
Em permanência, uma médica monitoriza e controla todos os parâmetros anestésicos. Aliado a este procedimento de segurança, utilizamos os fármacos mais seguros e o material mais inócuo possível. Além disso, as técnicas usadas são as de vanguarda, as mais modernas e as menos invasivas, tentando induzir o mínimo trauma ou dor no paciente.

O Pet encontra-se neste momento completamente monitorizado e passamos à segunda fase da higiene cirúrgica onde o procedimento de assepsia é rigoroso.
Ultrapassada esta fase, verificamos se todos os sinais vitais do Pet estão controlados. É neste momento que a cirurgia propriamente dita se inicia. Neste procedimento intervêm a médica-cirurgiã e uma enfermeira.




Após a cirurgia

Terminada a cirurgia, o anestésico volátil é desligado. O Pet permanece algum tempo a oxigénio e ainda sob controlo de todos os parâmetros anteriormente descritos. Neste contexto, o Pet inicia a recuperação da consciência e é encaminhado para o recobro. Aqui ficará sob vigilância permanente de uma enfermeira ou auxiliar veterinária. Sem negligenciar qualquer factor como a temperatura e a tranquilidade do local, o Pet vai acordando progressivamente.
Quando readquiriu em plenitude a consciência, informamos o seu dono através de contacto telefónico, sobre o estado do seu amigo.
Será agendada uma hora para a alta médica e para que o dono possa levar o seu amigo para o conforto do seu lar.

 (Cuidados prestados no recobro)

(Cuidados prestados no recobro-1)


A alta é dada depois do paciente estar completamente recuperado. A médica responsável pela alta do Pet é informada sobre todo o processo cirúrgico em causa. Em consonância com este protocolo, serão prestados todos os esclarecimentos e informações ao dono do animal.
Em suma, são todos estes degraus, encadeados com rigor e profissionalismo, aliados ao compromisso de todo o corpo clínico, que conferem confiança a quem deposita a saúde dos seus Pets nas nossas mãos. Não abdicamos de qualquer incumprimento, fazendo de cada intervenção, um processo de rigor profissional, transformando-o em objectivos únicos de sucesso.
Esta é a nossa missão, proporcionar ao Pet e à sua família, saúde e bem-estar, aumentando a qualidade e a sua esperança de vida.
Por isso somos credenciados e estamos equipados para a realização de vários tipos de intervenções cirúrgicas, (tecidos moles, ortopédicas, oncológicas, oftálmicas, estéticas, preventivas ou corretivas).
Para si que já submeteu o seu amigo às nossas mãos, o nosso muito obrigado pela confiança que nos depositou.
Para si que ainda não o fez, deixo-lhe esta reflexão.

                             


(Alta da Moly – momentos felizes)

               

(Alta da Moly – momentos felizes-1)

 Trabalhamos todos os dias para que a si e ao seu PET sejam proporcionados níveis de confiança e sucesso”.        

ENCEFALITOZOONOSE


O QUE É?

O Encephalitozoon cuniculi é um parasita microscópico. Sendo um agente com potencial zoonótico, o E. Cuniculi tem importância em termos de saúde pública pois pode também infectar seres humanos, principalmente imunodeprimidos. Também pode acometer porquinhos-da-índia, cães, aves e cavalos que estejam em contacto com coelhos doentes. A prevalência da infecção por E. Cuniculi é superior em coelhos adultos, embora normalmente a sintomatologia seja mais grave em animais com menos de 6 semanas, podendo mesmo ocorrer morte súbita. Não existe predisposição sexual para a doença.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é feito através da combinação dos exames clínico, neurológico e oftalmológico, mas principalmente de análises sanguíneas. Podem ser feitos exames às fezes e urina para verificar se o parasita está a ser excretado.

SINAIS

A sintomatologia pode ser dividida em três categorias: nervosa, renal ou ocular, que podem ocorrer separadamente ou em diferentes combinações. Os sinais mais comuns são a inclinação da cabeça (“head tilt”), circling, ataxia, nistagmo e convulsões.


Coelho com “head tilt”

COMO SE TRANSMITE?

A Encefalitozoonose ocorre após a ingestão de água ou comida com urina contaminada com esporos infecciosos, ou de mães para crias durante a gestação através da placenta. O esporo é a forma infectante do parasita, é resistente a mudanças ambientais e é capaz de sobreviver até 4 semanas a 22°C em tempo seco.

TRATAMENTO

O tratamento tem como objectivo eliminar o parasita e a resposta inflamatória causada pelo mesmo, e controlar os sinais clínicos resultantes da infecção. O fenbendazole é o desparasitante de eleição tanto para tratar como prevenir a infecção e é feito por via oral durante 28 dias. Por vezes é necessário recorrer ao uso de antibióticos e anti-inflamatórios. O prognóstico depende da gravidade dos sinais clínicos que o animal apresenta, sendo menos favorável quanto mais grave for a sintomatologia.

PREVENÇÃO


Devem ser implementados rigorosos padrões de higiene, procedendo à limpeza e desinfecção das jaulas, comedouros e brinquedos, com a maior frequência possível para evitar que a urina contacte com a alimentação e a água dos seus animais. A lixívia comercial ou etanol a 70% são desinfectantes eficazes para o uso em jaulas e superfícies. Se adquirir um coelho, este deve ser testado para caso seja positivo, inicie de imediato os 28 dias de fenbendazole. 

Artigo redigido por Sara Fiorenzo  - Médica Veterinária

sexta-feira, 18 de março de 2016

OMNICUTIS


Dermoprotecção de amplo espectro


Nesta altura do ano, principalmente com a chegada da Primavera, surgem os problemas de pele e queda de pêlo.

Todos nós gostamos de chegar a casa e encontrá-la da mesma forma como a deixámos! Depois de um dia de trabalho, não será com entusiasmo que nos sentimos obrigados a aspirar a casa toda!
Para ultrapassar esta contrariedade, a solução passa por administrar ao seu PET a cápsula de Omnicutis.

Omnicutis é o tratamento dietético mais completo para a  pele. Aplicando-se a todos os casos em que se procura um efeito anti-inflamatório continuado e uma melhoria prolongada da qualidade de vida sem efeitos secundários. E isto é possível porque OMNICUTIS:
- contém a mais alta concentração dos ómega 3 (Ω3) de maior eficácia (EPA e DHA).

- é fortemente suplementado com todos os nutrientes necessários à rápida recuperação de doenças dermatológicas .

- contém a mais alta concentração dos ómega 3 (Ω3) de maior eficácia (EPA e DHA).

- fortemente suplementado com todos os nutrientes necessários à rápida recuperação de doenças dermatológicas.




Artigo redigido por Mónica Oliveira  - Auxiliar Veterinária



terça-feira, 15 de março de 2016

BOLAS DE PÊLO NOS GATOS


- PORQUE SE FORMAM AS BOLAS DE PÊLO?

Os gatos são muito limpos e na sua higiene excessiva ingerem muitos pêlos. Estes pêlos vão acumular-se no trato gastrointestinal.



-AS BOLAS DE PELÔ SÃO UM PROBLEMA?

Quando a acumulação de bolas de pêlo no estômago e intestino é excessiva, causa distúrbios (perda de apetite, tosse, dor abdominal, vomito, e obstipação). Em alguns gatos, as bolas de pêlo podem provocar obstruções, sendo necessário submete-los a cirurgia.




COMO SE PODE EVITAR ESTE PROBLEMA?

- Os gatos devem ser escovados regularmente. A frequência desta escovagem vai depender da época do ano. Os animais fazem duas mudas de pêlos durante o ano (Primavera e Outono), altura em que a escovagem tem que ser mais regular. No entanto, os gatos de pêlo longo necessitam de uma atenção especial neste âmbito.

- Aconselha-se a administração regular de uma pasta de malte durante todo o ano (cerca de 2 cm por semana). No entanto, em períodos mais críticos, esta quantidade terá que ser aumentada e administrada com maior regularidade.

- A administração da pasta de malte deve iniciar-se antes de atingirem a fase adulta.




Novas pasta de malte, agora com um sabor irresistível!




Artigo redigido por Isabel Jorge  - Médica Veterinária