SABIA QUE JÁ PODE PLANIFICAR A SAÚDE DO SEU PET?
domingo, 13 de março de 2016
sexta-feira, 11 de março de 2016
LEPTOSPIROSE
Sabe o
que é a leptospirose?
De
certeza que já ouviu o seu veterinário falar acerca da leptospirose, uma
bactéria que faz parte da vacinação anual do seu cão.
A
leptospirose canina pode ser transmitida aos humanos, podendo tornar o seu cão num
risco para si e para a sua família. As bactérias são transmitidas pela urina de
animais ou de pessoas infectadas e podem vivem em águas contaminadas. Os cães
portadores assintomáticos (ou seja, aparentemente saudáveis) constituem um
grande risco, pois permitem a transmissão da doença ao Homem e a outros
animais.
Os
sinais clínicos podem ser muito variáveis, podendo ir desde cães assintomáticos
a animais com doença grave que pode levar à morte:
- febre;
- diarreia, vómitos;
- relutância ao movimento devido a dor muscular grave;
- problemas respiratórios;
- hematúria (urina com sangue);
- icterícia (coloração amarela das mucosas).
Para
identificar a doença o seu veterinário pode ter de fazer vários exames para
confirmação. Geralmente estes animais necessitam de internamento enquanto fazem
tratamento, para receberem suporte adicional.
(http://www.clinicaveterinariacuritiba.com.br/vacinas.php)
A
leptospirose pode ser potencialmente fatal nos cães e, além de ser cada vez
mais frequente, está a ser causada por novos tipos de leptospiras.
A
única forma de prevenir a leptospirose é através da vacinação anual do seu cão.
É essencial que a vacinação do seu cão o proteja também contra novos tipos de
leptospira, prevenindo que ele se torne um portador assintomático.
Artigo redigido por Rita Gonçalves - Médica Veterinária
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
LAGARTA DO PINHEIRO: QUE PERIGOS?
A Thaumetophoea pityocampa é uma espécie
com grande impacto negativo em pessoas, em animais, bem como, nos próprios
pinheiros. Encontra-se muito vulgarmente em Portugal devido à presença dos
pinheiros nas nossas manchas florestais. Esta praga, além do pinheiro bravo,
ataca igualmente todos os outros pinheiros.
Estas lagartas
possuem oito receptáculos com cerca de 100.000 pêlos urticantes. Ao mover-se
abre estes receptáculos libertando milhares destes pêlos e aumentando a
possibilidade de intoxicação de uma pessoa ou de um animal que entre em
contacto com eles. Os pêlos agem como agulhas, injectando as substâncias
tóxicas na pele ou mucosas.
Entre Janeiro e Maio, as
processionárias abandonam o pinheiro para se enterrarem no solo, na sequência
do seu ciclo de desenvolvimento, deixando o seu hospedeiro em fila como uma
procissão (daí o seu nome) dirigem-se em direcção ao solo onde irão continuar o
seu desenvolvimento. Entre Agosto e Setembro nascem as
lagartas propriamente ditas que se agrupam em ninhos na copa dos pinheiros, de
forma a manter o calor e de onde saem à noite, ligadas por um fino fio de seda
que utilizam para regressar ao ninho.
A Processionária,
também conhecida por Lagarta do Pinheiro, pode originar graves problemas de
saúde pública, devido à acção urticante dos pêlos, que provocam alergias ao
homem e animais domésticos.
Os cães, devido a cheirarem ou morderem as lagartas movidos por
curiosidade natural e as crianças por brincadeira, são os principais afectados,
na cabeça em especial, olhos, mucosa oral e muito geralmente a língua.
O que fazer em caso de contacto com o
animal?
O recomendado é dirigir-se a um
veterinário com a maior urgência para receber tratamento hospitalar.
Os sintomas são:
- Edema (inchaço) da língua com
necrose;
- Dificuldade respiratória;
- Espirros;
- Prurido;
- Prurido ocular.
Edema e necrose da língua
Não deve aplicar pomadas ou tomar qualquer
medicamento. Se quiser, pode lavar ou passar água na zona afectada para aliviar
os sintomas.
A necrose (morte) dos tecidos ocorre geralmente, e a sua gravidade, em
alguns casos, leva a que a única alternativa para o animal seja a eutanásia
pois será impossível a sobrevivência com um mínimo de qualidade de vida.
Assim, caso detecte
ninhos em pinheiros na sua propriedade ou perto dela, estes deverão ser
destruídos, e nunca deve de entrar em contacto com eles.
Ninho da Lagarta do pinheiro
Artigo redigido por Andreia Vilhena - Enfermeira Veterinária
Artigo redigido por Andreia Vilhena - Enfermeira Veterinária
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
MINI PIG
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE OS MINI PIGS
- É um animal inteligente ,sociável e limpo.
- Desmame entre os 2 e os 3 meses de idade.
- Tem uma esperança média de vida entre 15 a 20 anos.
- A pubredade ocorre entre o 3º e o 6º mês de vida.
- Atinge o crescimento completo aos 2 anos de idade.
- Peso médio em adulto varia entre os 18 a 25kg.
Condições requeridas para o seu desenvolvimento
- Quintal para exercício e brincadeira.
- Exercício diário de cerca de 2 horas.
- Área dpara descanso.
- Temperatura ambiental entre os 15-24ºc.
- Necessita de acesso a zonas frescas e de banho.
Cuidados de saúde
- Vacinação entre as 4 e as 6 semanas.
- Desparasitação de 6 em 6
meses
- Castração.
- Corte de unhas entre 3 ou 4 vezes por ano.
- Corte de dentes a cada 2 ou 4 anos.
Educação
-Deve ser educado enquanto jovem e socializado para não
se tornar um adulto agressivo.
-Aprendem com repetições mas necessitam de aprendizagem
contínua.
Alimentação
- Água sempre à disposição.
- A ração comercial deve constituir 75% da sua dieta e pode
ser complementada com vegetais frescos em quantidade restrita ou guloseimas devido ao elevado teor em açúcar.
-É proibido o uso do sal pois pode causar intoxicações.
Higiene
- Animais com pele muito sensível.
- Pode fazer banhos regulares com champô hidratante de PH neutro.
- Aplicação de creme hidratante.
- Aplicação de protector solar durante o tempo mais
quente e nas caminhadas na rua.
Em suma, são animais de grande longevidade e que requerem muitos
cuidados. Perante o exposto, a sua adopção deverá ser muito bem ponderada .
Para mais informações dirija-se à nossa clínica.
Artigo redigido por Luísa Nunes - Médica Veterinária
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
PORQUE SERÁ QUE OS CÃES VIRAM A CABEÇA PARA O LADO QUANDO FALAMOS COM ELES?
Será curiosidade? Será
confusão? O que provocará este movimento?
Existem 3 possibilidades:
1
1 - Para ver melhor!
Stanley Coren, neuropsicólogo
americano, especialista em comportamento canino, conhecido pelo seu livro The
Intelligence of Dogs, diz que os animais de focinho comprido têm mais
dificuldades em ver, por isso adoptaram este comportamento para verem melhor
quem está á frente deles (principalmente a zona da boca, pois é através dela
que exprimimos alguns sentimentos).
Faça o seguinte teste:
Coloque a sua mão como a da
imagem e tente ver de frente e depois inclinando a cabeça. Como vê melhor?
Para ver o estudo completo aceda ao link que deixamos abaixo:
2 - Para ouvir melhor!
Outra hipótese é que a parte
do cérebro que controla o ouvido médio do cão é a mesma parte que controla a
comunicação não-verbal, de acordo com a publicação da revista National
Geographic. Ou seja o acto de ouvir desencadeia outras formas de comunicação
não intencionais como expressões faciais e inclinação da cabeça.
3 - Mostrar empatia!
Segundo o site
Mental Floss, este acto serve para mostrar aos humanos que se importam com eles
ou com o que estão a falar.
Artigo redigido pela Dra. Andreia Vilhena- Enfermeira Veterinária
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
MIXOMATOSE
Sabia que a mixomatose é uma das doenças mais graves e que
afecta os coelhos domésticos e silvestres ocasionando grande mortalidade e
propagando-se rapidamente entre a espécie.
Etiologia:
- Mixoma vírus
Transmissão:
- Por contacto directo com animais infectados ou através da
picada de pulgas, mosquitos que inoculam o agente no corpo do animal.
Sintomatologia em coelhos domésticos:
-Hipertermia –até 42ºC
-inflamação ocular com secreção muco purulenta
-corrimento
nasal
-edema da
face e órgãos genitais
-aparecimento
de nódulos sub-cutâneos (tumores) na face, orelhas, pálpebras e períneo
Em casos hiperagudos,
os animais podem morrer em 48h
Tratamento:
-Não existe
tratamento específico para a mixomatose de forma que a mortalidade é elevada
Prevenção:
-Vacinação a
partir das 8 semanas de idade
-desparasitação
externa contra as pulgas
Consulte o
seu veterinário e opte pela prevenção do seu animal de companhia para evitar.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
O STRESS NOS ANIMAIS (parte II)
ESTRATÉGIAS
PARA TRATAMENTO DO STRESS
Muitos cães têm um estilo de vida “mimado”, cheio de
conforto. Camas super confortáveis, refeições deliciosas, roupas de meter
inveja a qualquer dama da sociedade, coleiras, trelas e outros adornos das
melhores marcas, mas ainda assim muito destes animais vivem sob stress.
Quantas vezes na consulta deparamo-nos com determinadas
afirmações:
- “tem muito mais cuidados que muitas crianças “; “não lhes falta absolutamente nada”
No entanto é visível que vivem sob stress. Nós donos
extremosos que somos queremos proporcionar-lhes tudo o que á de melhor, segundo
o nosso ponto de vista.
E por vezes Esquecemo-nos que coisas tão simples como,
trovoada, a vinda de uma pessoa nova para casa, um fogo de artifício o convívio
com outro animal no mesmo espaço quando o convívio não é pacifico, tudo isto
são factores de stress que não nos apercebemos e que pode ter um impacto
negativo no seu companheiro.
Para além do sofrimento mental, estes acontecimentos
stressantes podem somatizar-se e ter influência na saúde física do seu animal.
(diarreias ou alterações do transito intestinal, vómitos, o surgir de
determinadas doenças, etc)
Se o seu animal parecer estar sob stress, deve entrar em contacto
connosco, pois somos uma equipa multidisciplinar, dotada de experiencia e
conhecimento para o ajudar a si e ao seu pet.
Podemos sugerir terapêuticas médicas (com suplementos ou
medicamentos), ou então dicas para mudança de comportamentos e atitudes.
Nós recomendamos algumas combinações ou todas as
estratégias de tratamento do stress que se seguem para o seu pet.
1 . Tomar medidas
para garantir a segurança do seu animal de estimação e da sua família – se
o seu pet tentar fugir durante um estímulo de stress, o melhor será levá-lo
para um local seguro. E se ele apresentar uma resposta agressiva, deverá ser
separado fisicamente de quaisquer alvos potenciais da sua agressividade.
2 . Evitar o castigo
de um cão que demonstre sinais de stress – não só o castigo de animais
ansiosos ou que sofram de stress é desumano, como também é provável que aumente
o stress dos mesmos.
3 . Identificar e
gerir estímulos de stress – apesar da ausência total de estímulos de stress
ser o ideal, muitas vezes tal não é possível. Por exemplo não se pode controlar
trovoadas. Mas mesmo que seja inevitável, pode minimizar o impacto do estímulo
através de uma mudança de ambiente. Por exemplo, durante uma trovoada, pode
levar o cão para uma sala interior, com ruído de fundo.
4 . Iniciar um programa
de modificação comportamental – pode tentar dessensibilizar o seu animal de
estimação quanto a um estímulo de stress, expondo-o ao estímulo modificado,
começando por um nível muito baixo e aumentando gradualmente a sua intensidade.
Outra estratégia é o contra condicionamento:
Influenciar o seu pet para que reaja a um estímulo de
forma positiva, ficando relaxado em vez de stressado. Isto pode ser alcançado
através da combinação da exposição ao estímulo com algo agradável, como
alimento ou brinquedos. A dessensibilização e o contra condicionamento são
frequentemente combinados.
5 . Considerar
mudanças de estilo de vida para reduzir o stress – Tal como acontece com as
pessoas, o exercício regular pode contribuir para redução geral do stress do
seu cão.
Há vários exemplos de produtos no mercado muito úteis e
eficazes para a redução do stress.
Com toda a certeza já ouviu falar das feromonas (cão e
gato), roupas de pouca pressão, dietas, suplementos derivados da proteína de
leite hidrolisada que funciona como hormona apaziguadora.
Mais recentemente surgiu uma nova dieta “prescription
diet i/d stress hill’s” para ajudar a gerir as perturbações digestivas
relacionadas com stress. É uma solução de nutrição altamente digerível,
formulada com proteína de leite hidrolisada, fibras probioticas e gengíbre para
ajudar a gerir o stress e reduzir o risco de perturbações digestivas, excelente
para cães de porte pequeno.
Caso necessite de alguma ajuda não hesite em nos
contactar.
Estamos ao seu dispor, por eles e por si.
Artigo redigido pela Drª Isabel Jorge - Médica Veterinária
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